quinta, 29 de janeiro de 2026
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DIA DE YEMANJÁ: DEVOTOS TEM QUE CUMPRIR RITUAIS PARA OFERECER UM PRESENTE; VEJA QUAIS

João Paulo - 29/01/2026 09:40

A menos de uma semana para a tradicional Festa de Iemanjá, que será celebrada na próxima segunda-feira (2) nas praias do Rio Vermelho, em Salvador, devotos e adeptos da orixá intensificam os preparativos para um dos momentos mais simbólicos do evento: a entrega dos presentes.

Para quem não tem experiência ou prefere garantir que a oferenda siga corretamente os rituais religiosos, há a opção de contratar serviços especializados na preparação dos presentes. Em muitos casos, filhos de santo produzem as oferendas para terceiros, cobrando pelo material utilizado e solicitando uma doação para a manutenção da casa religiosa onde o presente é montado. Segundo o babalorixá Luís d’Yemanjá, do terreiro Ilê Axé Opo Yia Ogunte, localizado em Jacareí (SP), os valores podem variar significativamente. “O custo depende de quem prepara a oferenda e dos itens que compõem o presente”, explica.

A Festa de Iemanjá é uma das maiores manifestações religiosas e culturais da Bahia, reunindo milhares de fiéis e turistas todos os anos no bairro do Rio Vermelho. “Geralmente, eles levam buquês de flores e perfumes para Iemanjá. É uma coisa muito padrão, vai bijuterias, sabonetes, alfazema, fitas, a conta da orixá, a gente coloca a comida do santo”, explica em entrevista ao jornal Correio.

O babalorixá Denilson Dantas (Fomo de Oya), do terreiro Egbe Oya Eleye, em Candeias, detalha que no presente da sua casa vai “tudo que ela gosta”. “A iguaria dela, que nós costumamos oferecer dentro dos nossos terreiros, os quitutes que oferecemos nas oferendas dos nossos terreiros. E lá também vai perfumes, pentes, talcos, brincos, pulseiras, anéis. Tudo que uma mulher vaidosa gosta de usar. Vai também as flores, laços de fitas com as cores dela, e os pedidos”, acrescenta. Segundo ele, os devotos preferem fazer os pedidos escritos a mão. Quem faz promessa, pode colocar um item relacionado ao pedido, como um mecha de cabelo, por exemplo.

Para quem busca pelo serviço, o valor pode chegar a R$ 1,5 mil. “Quando chega alguém até mim, que precisa fazer um ebó, um presente para Iemanjá, é estipulado o valor do material e a gente costuma pedir uma doação para a casa. De R$ 700 a R$ 800, a R$1,5 mil”, conta pai Luís d’Yemanja. Pai Denilson reforça que o valor depende de quem faz a oferenda. Em sua casa, uma oferenda simples costuma sair entre R$ 300 e R$ 500. Ofertas mais elaboradas tem um valor maior.

A retirada da oferenda que vai ser entregue à orixá também é diferente em cada casa. No caso daquelas feitas pelo terreiro Egbe Oya Eleye, a oferta é arriada nos pés de Iemanjá um dia antes de levar para o mar. “A pessoa vai lá, arria nos pés dela, faz os pedidos, bate cabeça, faz suas orações, sua preces. Depois de 24 horas, leva para o mar e entrega nas águas”, explica pai Denilson. Já no terreiro Ilê Axé Opo Yia Ogunte, ela é feita no mesmo dia da entrega.

E a pessoa, já com o presente em mãos, pode escolher se oferta à Iemanjá na beira da praia, no meio do mar, com o transporte de um barco, ou em uma lagoa, rio ou dique. “O culto a Iemanjá no mar começou aqui no Brasil, com a vinda dos escravizados. Porque lá na Nigéria, o culto era no Rio Ogum”, destaca pai Luis.

A data festiva, no dia 2 de fevereiro, é simbólica. A festa nasceu a partir de uma oferenda dos pescadores do Rio Vermelho, no início do século XX, para o acabar com um período de escassez de peixes. O ritual deu certo e passou a ser repetido todos os anos. Nos terreiros, o dia de culto a orixá varia de acordo com a tradição da casa. “Eu sou de Iemanjá e o presente da minha santa é no ultimo domingo de maio, em minha casa, que é quando fazemos a festa dela”, completa o babalorixá do Ilê Axé Opo Yia Ogunte.

A menos de uma semana para a tradicional Festa de Iemanjá, que será celebrada na próxima segunda-feira (2) nas praias do Rio Vermelho, em Salvador, devotos e adeptos da orixá intensificam os preparativos para um dos momentos mais simbólicos do evento: a entrega dos presentes.

Para quem não tem experiência ou prefere garantir que a oferenda siga corretamente os rituais religiosos, há a opção de contratar serviços especializados na preparação dos presentes. Em muitos casos, filhos de santo produzem as oferendas para terceiros, cobrando pelo material utilizado e solicitando uma doação para a manutenção da casa religiosa onde o presente é montado.

Segundo o babalorixá Luís d’Yemanjá, do terreiro Ilê Axé Opo Yia Ogunte, localizado em Jacareí (SP), os valores podem variar significativamente. “O custo depende de quem prepara a oferenda e dos itens que compõem o presente”, explica.

A Festa de Iemanjá é uma das maiores manifestações religiosas e culturais da Bahia, reunindo milhares de fiéis e turistas todos os anos no bairro do Rio Vermelho.

Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

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