

O senador e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) defendeu a manutenção do MDB na chapa majoritária governista em 2026 e avaliou positivamente a possível entrada do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) e do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Em entrevista à Rádio Baiana FM, Wagner afirmou que os dois nomes podem fortalecer e oxigenar a chapa petista, ampliando a sustentação política do grupo governista para as próximas eleições estaduais.
Ao comentar sobre Elmar Nascimento, o senador revelou que o parlamentar manteve contato recente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e que há informações sobre uma possível mudança partidária. “Eu soube que ele teve uma conversa boa. Converso bem com ele, mas ele teve uma conversa boa com Rui Costa e circulou uma informação de que ele viria para o Avante. Eu já tinha uma reação com ele boa. Lá atrás teve uma rusga quando a gente convidou ele para ser Secretário de Agricultura, foi em meu primeiro governo, entre 2007 e 2008. Mas as portas estão abertas se ele vir a integrar o grupo”, afirmou.
Sobre Zé Cocá, Wagner destacou a trajetória política e o desempenho administrativo do prefeito de Jequié. Segundo ele, a última informação é de que o gestor deve se filiar ao PSB, partido presidido na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata, o que o colocaria automaticamente na base governista. “A última informação que eu tive é que parece que a filiação dele será no PSB de Lídice. Ele vindo para o partido de Lídice, evidentemente estará dentro da nossa base”, disse.
O senador também defendeu a permanência do MDB na chapa majoritária, com a manutenção de Geraldo Júnior como vice-governador. “Eu defendo que chapa que tá ganhando não se mexe. Eu defendo que mantenha-se Geraldinho”, declarou. Segundo Wagner, o MDB voltou a crescer politicamente após a retomada da aliança com o PT em 2022.
Além disso, Wagner negou que a base esteja isolando o senador Angelo Coronel (PSD), que tenta a reeleição, e criticou o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto. Para o petista, aliados que apostaram no ex-gestor da capital “levaram fumo” politicamente. O senador afirmou ainda acreditar na unidade do grupo e disse trabalhar para evitar qualquer racha na base governista rumo a 2026.
Foto: FERNANDO FRAZÃO / AGENCIA BRASIL