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PREFEITURA DE SALVADOR IMPLANTA TRÊS PASSAGENS DE FAUNA NA AVENIDA PINTO DE AGUIAR

Victoria Isabel - 27/01/2026 15:10

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), implantou, nesta terça-feira (27), três passagens de fauna na Avenida Pinto de Aguiar, entre o Parque de Pituaçu e o Vale Encantado, unindo as chamadas manchas de vegetação localizadas nas duas áreas.

As estruturas suspensas permitem que animais silvestres, em especial mamíferos, atravessem de um lado para o outro, sem correr o risco de atropelamento ao cruzar a via pelo asfalto. A intervenção ajuda a preservar a fauna local, promovendo maior equilíbrio entre desenvolvimento urbano e meio ambiente.

“As vias alternativas permitem que os animais realizem a conexão de forma segura. Essa é a primeira iniciativa do tipo na cidade, mas já estamos estudando a implementação em novas áreas”, destaca o titular da Secis, Ivan Euler. Entre as regiões avaliadas, estão o Parque da Cidade e o Alto do Itaigara, por exemplo.

Veterinária e bióloga, Daniela Falcão, de 55 anos, é moradora da região do Vale Encantado e atua pela implantação de unidades de conservação ambiental na área. “A passagem de fauna é uma demanda antiga nossa. Com a implantação da Avenida Pinto de Aguiar, a ligação existente entre os dois parques foi suprimida, comprometendo a passagem dos animais existentes aqui, principalmente os mamíferos e répteis”, afirma.

“Com esses equipamentos, é restabelecida a circulação, passa a ocorrer troca gênica, diminuindo a consanguinidade entre eles, além da possibilidade de movimentação das espécies que estavam isoladas devido à interrupção da passagem, sem contar a diminuição dos acidentes na rede elétrica e atropelamentos”, acrescenta a bióloga.

O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, reitera que essas são as três primeiras passagens de fauna implantadas na cidade. “A ideia é fazer a interlocução entre áreas verdes, reconectando trechos interrompidos, como ocorre com essas duas áreas importantes”, pontua.

Cada trecho das passarelas mede aproximadamente 50 metros. As estruturas foram confeccionadas com materiais sustentáveis, a exemplo de cordas, madeiras e outros produtos. “Futuramente, temos a ideia de implantar câmeras para monitorar o fluxo diurno e noturno, a fim de acompanhar a frequência e as espécies que utilizam a passagem, de forma a criar um banco de dados para auxiliar a expandir essa ação para outras partes da cidade”, completa Resch.

foto: Otávio Santos / Secom PMS

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