

A Espanha e a Alemanha recusaram o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado “Conselho da Paz”, iniciativa criada pela Casa Branca com o objetivo de monitorar a situação na Faixa de Gaza, em outras regiões de conflito e coordenar a reconstrução do território palestino.
O anúncio da recusa espanhola foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, que confirmou a decisão nesta semana e reforçou que Madri optou por não participar do colegiado. “Agradecemos o convite, mas recusamos”, afirmou o premiê.
Segundo Sánchez, a decisão está alinhada à política externa do país. Ele justificou a negativa com base na “coerência com o compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo”. Para setores da diplomacia internacional, a criação do conselho é vista como uma tentativa de esvaziar o papel das Nações Unidas, principal organismo multilateral do mundo.
O chefe de governo espanhol também criticou o formato da iniciativa por não prever a participação da Autoridade Palestina, o que, segundo ele, compromete a legitimidade e a efetividade do conselho.
Na mesma linha, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou que estaria disposto a colaborar com esforços internacionais em favor da população de Gaza, mas afirmou não poder aderir à proposta da forma como foi apresentada pelo governo norte-americano. Segundo Merz, o plano carece de ajustes e de maior alinhamento com os princípios do direito internacional.
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