quinta, 22 de janeiro de 2026
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E-COMMERCE DEVE FATURAR CERCA DE R$ 260 BILHÕES EM 2026

João Paulo - 22/01/2026 14:59

O comércio eletrônico no Brasil caminha para um novo patamar de maturidade em 2026. Segundo as projeções mais recentes, o setor deve alcançar um faturamento de R$ 258,4 bilhões até o final do ano, um crescimento de aproximadamente 10% em comparação a 2025. Os dados são do estudo E-Consumidor 2026, desenvolvido pela Nuvemshop e Opinion Box, em conjunto com estimativas da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce.

Este avanço é sustentado por um volume de pedidos estimado em 457,38 milhões, com um tíquete médio que deve subir para R$ 564,96. O crescimento reflete a confiança de um público cada vez mais digitalizado, que agora totaliza quase 97 milhões de compradores ativos no país.

Diferente de anos anteriores, o sucesso em 2026 não depende de uma única plataforma, mas da capacidade das marcas de estarem presentes em múltiplos pontos de contato. Como o consumidor circula entre marketplaces, redes sociais e lojas próprias, investir em SEO para E-commerce  tornou-se um diferencial competitivo para garantir que a marca seja encontrada durante a fase de pesquisa e comparação de preços.

Embora o consumidor circule por diversos canais, os marketplaces continuam sendo o ponto de partida para 70% dos usuários. A atratividade desses gigantes reside na competitividade de preços (citada por 57%) e na agilidade para concluir a transação.

Multicanalidade e Comparação: A jornada de compra tornou-se híbrida. O consumidor moderno combina redes sociais, ferramentas de pesquisa e lojas oficiais para validar sua decisão, exigindo que os lojistas ofereçam uma experiência fluida e integrada.

Fidelização via Benefícios Diretos: O preço não é mais o único fator decisivo. O frete grátis permanece como o maior atrativo (67,4%), mas estratégias de retenção como programas de pontos, descontos diretos e o cashback ganharam relevância crítica para sustentar o modelo de venda direta ao consumidor (Direct to Consumer).

A tendência é que as empresas que investirem em estratégias de engajamento e personalização consigam converter o tráfego dos grandes marketplaces em clientes fiéis de seus próprios canais digitais. Ao equilibrar benefícios logísticos com programas de incentivo, o varejo online brasileiro projeta não apenas um aumento no faturamento, mas uma consolidação sustentável de sua base de usuários para os próximos anos.

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