

A China rejeitou nesta quarta-feira especulação de que competiria por influência no Ocidente, no momento em que a tentativa dos EUA de assumir o controle da Groenlândia ameaça remodelar a dinâmica de poder de uma aliança de segurança transatlântica de décadas.
A ambição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tirar da Dinamarca a soberania sobre a Groenlândia abalou os membros da Otan e fez com que a Europa repensasse sua tradicional dependência de segurança dos Estados Unidos.
Ao ser questionado se Pequim saudava o ‘caos’ em relação à Groenlândia, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse em uma coletiva de imprensa: ‘Não temos intenção de competir por influência com nenhum país, nem jamais faríamos isso’.
A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, advertiu que as tarifas transatlânticas favoreceriam a China e a Rússia, que se beneficiariam das ‘divisões entre os aliados’.
‘Nós nos envolvemos em intercâmbios amigáveis com todas as nações com base no respeito mútuo e na igualdade, e continuamos comprometidos em ser uma força positiva, estabilizadora e construtiva’, disse Guo.
No entanto, a mídia estatal chinesa não se conteve em comentários esta semana, pedindo à Europa que reavalie sua dependência dos Estados Unidos para a segurança.
A Europa tornou-se excessivamente dependente dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que deixou de lado a cooperação com parceiros como a China e a Rússia, disse o tabloide Global Times, apoiado pelo Partido Comunista, em um editorial.
‘A situação ressalta a necessidade de a Europa revisar a natureza das relações transatlânticas e reduzir sua dependência dos Estados Unidos como um pilar de apoio à sua segurança’, acrescentou um editorial do estatal China Daily.
(Reportagem de Liz Lee e Ryan Woo)