

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou que a antiga rodoviária de Salvador, localizada na Avenida Antônio Carlos Magalhães, será oficialmente fechada às 23h desta terça-feira (20). A medida ocorre após o início das operações da nova Rodoviária da capital, instalada às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras.
Na manhã desta terça-feira, Jerônimo esteve no novo terminal para realizar um “check-list” operacional e ouvir passageiros sobre o funcionamento do equipamento. Segundo o governador, a operação de encerramento da antiga rodoviária ficará a cargo da Sinart (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico).
“Temos ônibus para tudo que é lugar aqui. Encontrei agora um passageiro indo para o Rio Grande do Norte, encantado com a rodoviária. Eu vim aqui hoje porque vimos na semana passada receber as chaves; ontem eu estava aqui com toda aquela comunidade grande, entregando a rodoviária. E nós fizemos hoje: a partir das 23 horas, a Sinart fecha a rodoviária antiga e passa para aqui. Eu vim aqui hoje fazer o checklist; ontem eu vim para inaugurar, hoje eu vim para ouvir as pessoas e saber se as coisas estão dentro do padrão que nós exigimos”, afirmou.
Com o encerramento das atividades do terminal, o governo do Estado instituiu uma força-tarefa para evitar que o imóvel seja abandonado durante o período de transição para o novo terminal. A gestão temporária do prédio foi formalizada por meio de uma portaria conjunta das secretarias da Administração (Saeb) e da Infraestrutura (Seinfra), além da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).
De acordo com o governo, a medida tem como objetivo garantir a segurança, a conservação e a preservação imediata do patrimônio público. A justificativa apresentada leva em conta um “histórico recente” de ocupações irregulares e de depredação de bens públicos no estado, situações que colocam em risco tanto a integridade física do imóvel quanto seu valor econômico.
A comissão criada terá prazo de 12 meses para realizar um inventário completo de todos os bens existentes no antigo terminal, além de fiscalizar o uso adequado e a manutenção da estrutura. O grupo também será responsável por propor ações para impedir a dilapidação dos ativos até que o Estado defina a destinação definitiva da área.
Coordenada pela Secretaria da Administração, a equipe atuará no acompanhamento físico e documental do imóvel e poderá acionar a Procuradoria Geral do Estado (PGE) sempre que houver necessidade de esclarecimentos jurídicos durante o processo.
Foto: Ulgo Oliveira/Seinfra