

Com a venda da Braskem, o grupo Novonor, antiga Odebrecht, passou a ser uma empresa média e não está mais entre as 100 maiores do país. Após registrar uma receita consolidada de R$ 84,5 bilhões no ano passado, a Novonor passa agora patamar de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões, tornando-se uma empresa média.
Mas, ao mesmo tempo, tira das costas o peso de uma dívida de cerca de R$ 40 bilhões da Braskem, que está em um ciclo de baixa global de preços e demanda e pode concentrar-se em seus negócios, que ainda a colocam como uma das mais importantes empresas do país.
O grupo sai dessa cena bem menor do que foi uma década atrás. Agora, perde cerca de 90% de sua musculatura, em receita, e deixa para trás o sonho de ser protagonista no setor petroquímico.
Com isso, a Novonor volta às suas origens, concentrando-se no negócio de engenharia e construção, que começou em 1944, na Bahia, pelas mãos do fundador, Norberto Odebrecht.
A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) permanece como o principal ativo da holding.
Sem a Braskem, o foco da Novonor se volta principalmente à engenharia e construção, que deu origem ao grupo baiano, 81 anos atrás. Com a reestruturação da dívida, após várias planos de recuperação extrajudicial, a avaliação no grupo é que a construtora está pronta para crescer.
Em 2024, a OEC teve receita líquida de R$ 5,2 bilhões, com obras no Brasil e no exterior, com destaque para contratos em Angola. No primeiro semestre, a construtora finalizou o plano de reestruturação financeira que reduziu dívidas da ordem de US$ 4,5 bilhões (R$ 24,3 bilhões) para cerca de US$ 120 milhões a valor presente. Com isso, acredita que terá fôlego para disputar contratos no Brasil e exterior e voltar a ser protagonista.
A empresa terminou o ano passado com backlog (carteira de pedidos) de US$ 4 bilhões (R$ 21,6 bilhões), com 60% no Brasil. Fora do País, a maioria dos contratos são em Angola e alguma coisa nos EUA.
Além da OEC, os demais negócios da Novonor são a incorporadora de imóveis OR, com empreendimentos imobiliários em São Paulo, Bahia e outros Estados; o estaleiro Enseada, em Maragogipe (BA), que faz construção de navios, barcos e barcaças e reparos em plataformas; e a Nova Infra Invest, empresa voltada a obras de infraestrutura, ainda com maior presença no exterior (Peru e Panamá). Com informações do jornal Estado de são Paulo.