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ANFAVEA PROJETA CRESCIMENTO DE 3,7% NA PRODUÇÃO DE VEÍCULOS PARA 2026

Victoria Isabel - 15/01/2026 16:00

A produção de veículos no Brasil – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – deve crescer 3,7% em 2026, de acordo com a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O movimento deve ser impulsionado principalmente pela produção de veículos leves, como automóveis e comerciais leves, que devem apresentar alta de 3,8% neste ano.

Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano, informou a Anfavea.

“Continuamos com um ano de dificuldades”, disse nesta quinta-feira (15) o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante coletiva de imprensa, em São Paulo. “Eu tenho dito que nós temos um otimismo contido para o setor automotivo. Isso porque os números vão continuar crescendo, mas os fatores de imprevisibilidade continuam. Nós temos fatores geopolíticos agora muito importantes que podem afetar a cadeia de fornecimento e nós temos um ano que antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Teremos um ano em que nós precisamos ficar alertas e essa é razão pela qual nós estamos propondo revisar nossas projeções trimestralmente para ir acompanhando passo a passo os acontecimentos”, pontuou..

No ano passado, a produção de veículos cresceu 3,5% em relação a 2024, somando 2,6 milhões de unidades fabricadas, mantendo o Brasil na oitava posição no ranking mundial de produção.

Já as vendas totalizaram 2,69 milhões de unidades em 2025, o que representou aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e que manteve o Brasil na sexta posição no ranking mundial de mercado.

Segundo Calvet, esses resultados foram piores que o esperado para 2025, já que a Anfavea projetava crescimento de 7,8% para produção e de 5% para licenciamento. Ainda assim, destacou ele, 2025 encerrou como um ano positivo para o setor.

“Nós tivemos um ano em que o mercado cresceu 2% e a produção cresceu 3%. Foi um ano de muita instabilidade, um ano em que nós tivemos questões geoeconômicas que influenciaram o setor.”, detalhou o presidente da Anfavea.

Calvet ressaltou que também foi um ano em que de discussões importantes como, por exemplo, sobre o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. “Então isso tudo impacta muito o setor, sem contar a taxa de juros. Quando fizemos a projeção, lá em 2024, tínhamos uma taxa de juros de 12%. Agora nós estamos com uma taxa de juros de 15%. O mercado automotivo é muito sensível a essas imprevisibilidades e isso tudo fez com que os números fossem menores, mas ainda sim foram números positivos para o setor”, completou..
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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