

Os Estados Unidos analisam uma estratégia audaciosa para assumir o controle da Groenlândia. A proposta prevê pagar entre US$ 10 mil e US$ 100 mil (até R$ 538 mil) diretamente a cada morador da ilha. O objetivo da oferta bilionária é conquistar o apoio dos 57 mil habitantes. Com o incentivo financeiro, o governo americano espera que os residentes aceitem a transição da jurisdição dinamarquesa para a americana.
Apesar das cifras altas, a Dinamarca rejeitou a ideia enfaticamente. O governo dinamarquês considera inaceitável qualquer interferência estrangeira e afirma que o território não está à venda. A Groenlândia também mantém uma postura firme contra a proposta. A ilha é rica em minerais e estratégica para o controle do Ártico, o que torna sua autonomia uma questão de soberania nacional.
Geopolítica e pressão militar
A Casa Branca não descarta outras abordagens. Um modelo em discussão é o Compacto de Livre Associação, que ofereceria assistência militar e incentivos comerciais em troca da presença de tropas dos EUA no local. O foco principal de Washington é barrar o avanço de potências rivais, como China e Rússia. Os EUA temem que a influência dessas nações na região comprometa a segurança regional e o acesso a novos recursos e rotas comerciais.
Foto: ODD ANDERSEN