sábado, 10 de janeiro de 2026
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INFLAÇÃO DE DEZEMBRO FICA EM 0,59% NA REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR, DIZ IBGE 

João Paulo - 09/01/2026 14:59

Em dezembro de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida da inflação oficial, calculado pelo IBGE, ficou em 0,59% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador teve importante aceleração (aumentou mais) frente a novembro, quando havia sido 0,01%, e foi o segundo mais alto, na RMS, em todo o ano de 2025, abaixo apenas do registrado em fevereiro (1,38%).

Ficou acima do verificado no Brasil como um todo (0,33%) e foi, ainda, o 3º mais elevado entre os 16 locais pesquisados separadamente pelo IBGE – abaixo apenas dos índices da Região Metropolitana de Porto Alegre/RS (0,63%) e do município de Rio Branco/AC (0,59%, empatado no arredondamento). Com o resultado do mês, o IPCA da RM Salvador fechou o ano de 2025 em 3,80%. Foi a menor inflação anual em sete anos, desde 2017, quando o IPCA da RMS havia acumulado alta de 2,14%.

O gráfico a seguir mostra a evolução da inflação anual na Região Metropolitana de Salvador, entre 2015 e 2025. Aumentos dos preços de saúde (5,68%) e alimentação (3,58%) foram os que mais puxaram para cima a inflação da RMS no ano de 2025

O IPCA de 2025 na Região Metropolitana de Salvador (3,80%) foi resultado de aumentos acumulados nos preços médios de oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisador para cálculo do índice.

No ano, apenas o grupo dos artigos de residência teve deflação (queda média dos preços, de -3,74%), puxada por eletrodomésticos (-7,28%) como os refrigeradores (-7,08%) e equipamentos de TV, som e informática (-5,24%), sobretudo os televisores (-8,02%).

Apesar de ter registrado o terceiro maior aumento no acumulado do ano, o grupo saúde e cuidados pessoais (5,68%), por ter peso relevante no IPCA e no consumo das famílias na RMS, foi o que exerceu a principal pressão inflacionária na região, em 2025. Foi puxado para cima com mais força, pelo segundo ano consecutivo, pelos planos de saúde (6,42%, item que individualmente mais contribuiu para elevar o IPCA do ano) e produtos farmacêuticos, remédios em geral (6,36%).

Alimentação e bebidas, com alta de 3,58% no acumulado em 2025, deu a segunda maior contribuição para o aumento do custo de vida na RM Salvador, no ano. Embora o grupo tenha aumentado menos do que em 2024 (quando seu IPCA havia sido 5,62%), alimentos consumidos em casa como o café moído (42,91%) e as refeições (almoço ou jantar) fora de casa (7,25%) estiveram entre as pressões inflacionárias individuais mais fortes, na RM Salvador, em 2025.

Seis dos dez produtos ou serviços que mais aumentaram no ano foram alimentos. O ranking foi liderado, em 2025, pelo transporte por aplicativo, com alta de 47,87%, seguido pelo café e pelo chocolate em barra e bombom (27,62%). Por outro lado, entre os alimentos também houve importantes quedas de preço em 2025, que ajudaram a segurar o IPCA da RMS. Foi o caso do arroz (-25,42%, terceira queda mais intensa entre todos os itens pesquisados), do leite longa vida (-13,37%) e da batata-inglesa (-28,29%), cujo preço só caiu menos do que o da laranja-pera (-29,11%), a maior deflação do ano, na Região Metropolitana de Salvador.

A gasolina, com queda média de preços em 2025 (-4,63%), foi, por sua vez, o item que, individualmente, mais contribuiu para segurar a inflação do ano, na RMS. O grupo com a maior alta acumulada no IPCA de 2025 na RM Salvador foi o de despesas pessoais (6,98%), que apresentou sua maior inflação em nove anos, ou seja, não aumentava tanto desde 2015 (quando a variação havia sido 11,03%). Foi puxado para cima com mais força por serviços pessoais (6,54%) como empregado doméstico (5,36%) e cabeleireiro e barbeiro (11,03%).

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

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