quarta, 07 de janeiro de 2026
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QUEDA DE MADURO DIVIDE OPINIÕES ENTRE CANDIDATOS AO PLANALTO

João Paulo - 05/01/2026 06:59

Os virtuais candidatos ao Palácio do Planalto em 2026 se manifestaram pelas redes sociais sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nas primeiras horas do último sábado, 3.

O Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou em nota publicada no X. O líder petista, que já foi próximo de Maduro, mas se afastou nos últimos meses, criticou a postura adotada pela Casa Branca, afirmando que os Estados Unidos ultrapassaram “uma linha inaceitável”.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu Lula na nota divulgada.

Quem também condenou a ocupação americana foi o ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato ao Planalto pelo partido Democracia Cristã. Autointitulado como nacionalista, o ex-comunista, que agora atua no campo da direita, acusou o governo americano de tentar usurpar as riquezas venezuelanas, como o petróleo.

Em coletiva, Trump confirmou que empresas estadunidenses tomarão conta do petróleo venezuelano. “O que o pessoal não percebeu é que o pretexto usado para tirar o Maduro do poder é o mesmo para manter na cadeia o ex-presidente Bolsonaro. A verdade é que a democracia na geopolítica é sempre um pretexto”, disse em trecho de um vídeo publicado em suas redes sociais.

Governador do Rio Grande do Sul e também pré-candidato à presidência pelo PSD, Eduardo Leite criticou o regime de Maduro, a quem chamou de ditador, mas condenou a ação dos Estados Unidos que, segundo o gestor, viola a soberania da Venezuela.

“O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”, afirmou Eduardo Leite.

Principal nome do campo da direita para a eleição de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defendeu a posição adotada pela Casa Branca, comemorando a prisão de Maduro.

“Hoje é um dia histórico para quem defende a liberdade e a democracia. A Venezuela dá um passo importante para se libertar de um regime que oprimiu seu povo, destruiu a economia, enfraqueceu as instituições, perseguiu opositores, derrotou a imprensa e permitiu que o narcotráfico e o crime organizado se infiltrassem no Estado”, escreveu Flávio, que ainda tentou associar a imagem de Maduro ao presidente Lula.

Aposta do partido Missão, oriundo do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos elogiou Trump pela captura de Maduro, e criticou o governo brasileiro que, segundo ele, teria investido no regime da Venezuela nos últimos anos.

“Uma decisão bacana, Donald Trump foi gigante […] Inaugura na América do Sul uma nova doutrina americana. O Brasil foi falho nisso, e o Brasil é, supostamente, o líder da América do Sul […] Isso nos diminui. Na verdade, o Brasil investiu no regime venezuelano”, destacou em um vídeo publicado no X, antigo Twitter.

Foto: Ricardo Stuckert | PR

 

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