

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) fez duras críticas, neste sábado (3), à operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, classificada por ele como uma invasão violenta com interesses econômicos e geopolíticos. A reação ocorre após informações divulgadas pelo governo norte-americano sobre ataques e bombardeios na Venezuela, na madrugada de hoje, que teriam resultado na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
O parlamentar baiano afirmou que a ofensiva segue um padrão histórico de intervenções norte-americanas em países soberanos, sobretudo na América Latina, sempre acompanhadas de justificativas que, segundo ele, não se sustentam. “No início do novo ano, os EUA atacam a Venezuela e sequestram o presidente Maduro. Utilizam os velhos métodos para manter o seu império. Invadem países soberanos com uma falácia de combate ao tráfico de drogas, ou outra desculpa esfarrapada, depõem governos para se apossarem das riquezas e ter o controle geopolítico de regiões”, declarou Robinson Almeida.
Para o deputado, o principal interesse por trás da ação seria o controle das reservas petrolíferas venezuelanas, consideradas entre as maiores do mundo. Na avaliação dele, a operação não pode ser dissociada da disputa por recursos estratégicos e da tentativa de reposicionar a influência dos Estados Unidos na região. Robinson Almeida também responsabilizou diretamente o presidente norte-americano, Donald Trump, pela escalada do conflito e classificou a iniciativa como inaceitável. “É inaceitável a violenta invasão de Trump”, afirmou, ao demonstrar solidariedade ao povo venezuelano diante do que definiu como agressão externa.
O parlamentar destacou ainda que o episódio representa uma ameaça mais ampla à soberania e à democracia dos países latino-americanos. Segundo ele, a resposta a esse tipo de ação deve envolver articulação política e mobilização popular em toda a região. “Toda solidariedade ao povo venezuelano. É preciso resistência popular no Brasil para manter a soberania e a democracia em toda a América Latina”, completou.



