

O retorno das operações da 99Food no Brasil vem registrando resultados positivos nos últimos meses. Logo na primeira semana em São Paulo, em agosto, os números superaram as expectativas da companhia, com cerca de 20 mil restaurantes cadastrados somente na capital paulista e em outras regiões metropolitanas.
Do investimento de R$ 1 bilhão anunciado para a retomada no país, metade já havia sido destinada ao estado de São Paulo. A plataforma tem ampliado sua presença ao oferecer vantagens competitivas tanto para estabelecimentos quanto para consumidores, com ofertas e tarifas reduzidas.
Em entrevista à CNN, Bruno Rossini, representante de comunicação da 99Food, confirmou que o desempenho paulista está acima do previsto. Em junho, o primeiro teste em Goiânia já havia surpreendido: mais de 1 milhão de pedidos foram registrados em apenas 45 dias.
Esse avanço também aumenta a demanda por dark kitchens, modelo que representa cerca de 35% dos estabelecimentos cadastrados no iFood em São Paulo, principal concorrente da 99Food. Essas cozinhas operam voltadas apenas ao delivery, sem atendimento presencial, e podem oferecer margem de lucro até 20% maior.
Como um dos principais polos econômicos do Brasil, São Paulo também é um mercado estratégico para o delivery. Uma pesquisa da Nexus mostra que 52% da população paulista utiliza o serviço, índice que chega a 75% entre jovens de 16 a 24 anos.
Além disso, quase um terço dos entrevistados pede delivery de duas a três vezes por semana. Nesse cenário, um levantamento da Kitchen Central, especializada em dark kitchens, identificou os bairros com maior demanda por pedidos:
As cozinhas dedicadas ao delivery continuam ganhando força como alternativa mais eficiente de operação. Um estudo da Coherent Market Insights projeta que o setor deve movimentar US$ 157 bilhões até 2030.
A estrutura enxuta é um dos pontos centrais desse avanço. Com espaços compactos e processos padronizados, essas cozinhas reduzem custos fixos, aceleram o preparo dos pedidos e proporcionam maior previsibilidade para quem administra a produção.
A logística também se beneficia do modelo. Segundo a Kitchen Central, concentrar várias marcas em um único endereço melhora rotas de entrega, facilita o trabalho dos entregadores e amplia o alcance dentro do mesmo raio de atendimento.
Outro atrativo é a flexibilidade. Com investimento inicial menor do que o de um restaurante tradicional, o formato permite testar novos conceitos, ajustar cardápios com rapidez e reduzir riscos operacionais.
Com o delivery consolidado nos hábitos de consumo, a tendência é que as dark kitchens sigam ganhando espaço no setor de foodservice. A expansão das plataformas digitais e a busca por conveniência devem fortalecer ainda mais esse movimento nos próximos anos.
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