

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a seus assessores que está planejando falar diretamente com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, embora ainda não tenha sido definida uma data para a ligação, informou o Axios na noite de segunda-feira (24), citando integrantes não identificados do governo.
A possível ligação ocorre após o Departamento de Estado rotular o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira, ampliando a base legal para operações americanas dentro e ao redor da Venezuela. No mesmo dia, o general Dan Caine, responsável pela estratégia da Operação Lança do Sul, esteve em Porto Rico, onde até 10 mil militares estão mobilizados.
A ofensiva, que oficialmente mira o combate ao tráfico de drogas, já realizou 21 ataques com mísseis contra embarcações suspeitas. Segundo o Axios, ao menos 83 pessoas morreram nessas ações. Autoridades americanas afirmam que, apesar do aumento da pressão, não há plano imediato para capturar ou matar Maduro. Uma fonte disse ao veículo: “Ninguém está planejando entrar e atirar nele ou sequestrá-lo — neste momento”.
Nos bastidores, a operação tem sido tratada como parte de uma estratégia mais ampla de mudança de regime, relata o Axios. Um funcionário da Casa Branca afirmou que há operações encobertas para interromper o narcotráfico, e que uma eventual saída de Maduro não seria lamentada.
A ligação entre Trump e Maduro ainda não tem data definida. De acordo com um dos oficiais consultados, o plano está em fase inicial, sem clareza sobre o conteúdo da conversa. Outro assessor disse ao Axios que o presidente costuma partir do princípio de que Maduro é um “narcoterrorista”, e que diplomatas avaliam com ceticismo possíveis promessas do líder venezuelano, como eleições futuras ou reorientação das exportações de petróleo.
(com Reuters)
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