Foi com um gol nos últimos minutos, mas o esquadrão de aço venceu o Fluminense por 1 a 0 e saiu na frente nas quartas de final da Copa do Brasil. Apesar do resultado positivo, a vantagem é encarada pelo time tricolor com grande cautela.
Em entrevista após o triunfo dentro de casa, o técnico Rogério Ceni relatou ver a vantagem como pequena para que o time se apegue a esse resultado. Entretanto, a forma como o triunfo aconteceu é enaltecida pelo treinador, em meio a uma longa sequência de jogos contra uma equipe que já mostrou qualidades a nível mundial em 2025.
“Vantagem pequena num jogo muito parelho. Um time que tem qualidades, um elenco fantástico, não à toa chegou entre os quatro no Mundial. Merecido pelo talento de seus jogadores e de como eles são colocados para jogar”.
Ceni relata o peso das ausências no elenco do Bahia, que jogou novamente sem alguns titulares importantes por conta de lesões musculares que impactam na escalação inicial nas últimas semanas.
“Ausências importantes, Caio Alexandre, Ademir, Pulga. Nico fez mais uma grande partida, competitiva. O time lutou, rendeu, está cansado e deve ficar mais”.
Calendário do Bahia: Ceni volta a citar dificuldades em maratona de jogos
O Bahia já realizou 58 partidas oficiais em 2025 e ainda tem todo o segundo turno do Brasileirão para jogar, além de partidas decisivas por duas copas no restante do ano.
Com as partidas finais do Nordestão marcadas justamente para o período da Data Fifa, em que os outros 19 times da Série A ganharão tempo para descanso, Ceni relata as dificuldades do calendário tricolor.
“Se outros reclamam do calendário com dez dias de folga, nós temos dois jogos nesse intervalo. Para a gente é mais apertado e complicado de achar jogadores. Jogar domingo, quarta, sábado, enquanto o Fluminense deve estar descansando e se preparando. Mas é o que temos, vamos dar um jeito de sobreviver”.
Importância do banco de reservas do Bahia
Com um calendário apertado, o treinador relata a dificuldade de ter cinco jogadores que possam a partida inteira sem que precisem ser substituídos. Quanto aos outros cinco de linha, que são trocados no segundo tempo, o treinador destaca a importância de ter opções no banco de reservas para que mantenham o nível.
“Estamos com dificuldade de encontrar cinco caras que fiquem os 100 minutos de jogo (90 minutos mais acréscimos). Os quatro da defesa e Jean Lucas, que é um monstro fisicamente, não à toa foi convocado. Lucho mais uma vez entrando bem, Pulga dentro das limitações se doou. Fazia muito tempo que eu não via escanteios tão bem batidos do Nestor. Mas não tem como dominar uma bola no peito faltando dois minutos… ele sabe disso. Ele vai ter que mudar a visão que o torcedor tem dele, ele sabe disso. Rezende teve a capacidade de dar um bom passe, ficou pouco tempo. Tiago ajuda, compete, ganhou pontos preciosos. Tanto pedimos jogadores da base, e quando encontramos não podemos ficar procurando defeito. Prefiro valorizar as virtudes”.
O Bahia volta a campo no domingo (31), contra o Mirassol, fora de casa, pelo Brasileirão.
Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia