

Nesta sexta-feira (4), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lançou a sua pré-candidatura à Presidência da República com críticas para o atual presidente Lula (PT), sinalizações de independência em relação a Jair Bolsonaro (PL) e um discurso com foco na segurança pública.
Aproximadamente 5.000 pessoas foram mobilizadas para o ato, incluindo mais de cem prefeitos de cidades de Goiás. Uma parte dos apoiadores vestia camisa nas cores verde e amarela e a frase “Caiado, coragem para endireitar o Brasil”. O slogan também estava em jingles em ritmo sertanejo.
Em discurso rápido de 40 minutos, caiado se ancorou em seus dois mandatos como governador no estado de Goiás, apresentando-se como um gestor experiente. Sem citar o ex-presidente Bolsonaro, buscou destacar suas diferenças, defendendo o dialogo, a liturgia do cargo, as urnas e a harmonia entre os Poderes.
“O Caiado desde que nasceu é desencabrestado. Não sou candidato de bolso de colete, nem de barra de saia de ninguém. Eu vou para o povo, eu vou debater”, afirmou.
Ronaldo caiado tem um breve histórico recente de empates com Bolsonaro, com desavenças durante a pandemia e as eleições do ano de 2024.
Perguntado sobre o ex-presidente em entrevista à imprensa, o governador o elogiou “Bolsonaro é uma pessoa que tem liderança no país. É um homem que tem a credibilidade de ter erguido a direita conservadora no país. Isso é mérito dele”.
Em seu discurso também foi dedicado a criticas ao governo lula, sobretudo área da segurança pública. O governador afirmou que não existe nenhuma democracia consolidada em que bairros são dominados por facções criminosas.
“Não existe isso na Europa, isso só existe em um país em que o governo é complacente com o crime. Assumo o governo em 2027, se eu tiver no comando do país, bandido vai para cadeia ou vai mudar do país porque no Brasil vai ter o Ronaldo Caiado para fazer o enfrentamento da criminalidade”, afirmou.
Ele ainda continuo com criticas a Lula na área da econômica, citando o cenário de juros altos e alta no preço de alimentos. Disse que o governo atual não sabe conversar com a juventude, que quer empreender e não ter carteira assinada.
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