Um indicador sintético do nível de instrução de uma determinada população é o número médio de anos de estudo. Na Bahia, em 2022, a população com 25 anos ou mais tinha em média 8,3 anos de estudo. Além de não chegar a representar o ensino fundamental completo, que seriam 9 anos, era o 5º menor indicador entre os estados.
No Brasil como um todo, em 2022, a população adulta tinha em média 9,6 anos de estudo. Nenhum estado tinha média de pelo menos 12 anos de estudo, o que equivaleria ao ensino médio completo. O Distrito Federal era o que chegava mais perto, com a maior média: 11,8 anos de estudo. Em seguida vinham São Paulo (10,6 anos) e Rio de Janeiro (10,4 anos).
No outro extremo, Piauí (7,9 anos), Alagoas (8,0), Paraíba (8,1) e Maranhão (8,1) eram os únicos estados abaixo da Bahia e com os menores números médios de anos de estudo.
Em Salvador, a população de 25 anos ou mais de idade tinha, em média, 10,8 anos de estudo. Maior do que o do estado e o do país, o indicador soteropolitano era apenas o 18º entre as 27 capitais, num ranking liderado por Florianópolis/SC (12,8 anos), Vitória/ES (12,4) e Curitiba/PR (12,0), todas já com médias equivalente ou superiores ao ensino médio completo.
Só em 23 dos 417 municípios baianos (5,5% do total) a população de 25 anos ou mais de idade tinha média de pelo menos 9 anos de estudo, em 2022. Esse grupo era liderado, mais uma vez, por Lauro de Freitas (11,2 anos), seguido por Salvador (10,8) e Madre de Deus (10,3). No outro extremo estavam Pedro Alexandre (4,6 anos de estudo), Monte Santo (4,7) e Mirante (4,7).
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil