O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que o governo discute “consequências criminais” contra quem espalhou fake news sobre a taxação do Pix. — Estamos discutindo providências inclusive criminais contra quem está fazendo fake news e contra quem está fazendo golpes. Porque há golpes sendo feitos no comércio, uma pessoa tenta pagar no Pix e está sendo cobrado a mais. Então pode caracterizar crime contra a economia popular — afirmou ele após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro disse que a Advocacia-Geral da União (AGU) foi envolvida “para tomar providências”. Ele foi questionado se poderia haver um pronunciamento na TV sobre o tema, mas disse que isso ainda não foi discutido. — A AGU foi envolvida para tomar providências judiciais contra os golpistas, porque muita gente divulgando fake news está patrocinando organizações criminosas no país, que estão atuando enviando boletos para casa das pessoas, cobrando a mais indevidamente, dizendo que está sendo taxado quando não está, então tem havido crimes envolvendo o consumo — disse ele.
O chefe da equipe econômica disse que Lula pediu providências: — O presidente pediu providências judiciais, as cabíveis evidentemente, não vamos fazer nada fora da lei, e vamos tomar providências em relação a isso. Haddad ainda atribuiu a queda no número de transações do Pix nos primeiros dias de janeiro a uma questão sazonal. O ministro afirmou que o Banco Central (BC) monitora o tema. — Em janeiro caem as movimentações do Pix na comparação com dezembro, é sazonal. Quando você considera a sazonalidade não tem havido problemas.
Foto: Diogo Zacarias/MF