

A 11ª estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2024 trouxe, em novembro, a previsão de uma produção de 11.381.095 toneladas, o que representa uma queda de 6,3% (ou menos 766.963 toneladas) frente ao recorde registrado em 2023 (12.148.058 toneladas).
Em relação à previsão de outubro para safra baiana em 2024, houve uma revisão positiva de +0,5% (ou mais 62.080 toneladas).
Em nível nacional, a estimativa de novembro para a safra de grãos 2024 cresceu 0,2% frente à do mês anterior, chegando a 294,3 milhões de toneladas. Este número ainda é, porém, 6,7% inferior à produção de 2023 (de 315,4 milhões de toneladas).
A partir das informações desta 11ª estimativa, a Bahia mantém em 2024 a sétima maior produção de grãos do país, respondendo por 3,9% do total nacional. Mato Grosso lidera (31,2%), seguido por Paraná (12,7%) e Rio Grande do Sul (12,0%).
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.
Para este ano de 2024, em novembro, a previsão passou a ser de que 12 de todas as 26 safras de produtos investigadas na Bahia sejam maiores do que em 2023.
Frente a outubro, quando a previsão era de alta em 11 safras, a mudança foi no milho 2ª safra, cuja revisão para cima (+9,4%) fez com que a estimativa para este ano ficasse superior ao resultado de 2023.
O maior crescimento absoluto continua o da cana-de-açúcar (+72.310 t, ou +1,3%), seguido pelo do sorgo (+47.970 t ou +42,3%, maior crescimento percentual) e pelo do algodão (+27.450 t, ou +1,6%).
Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2024 devem vir do milho 1ª safra (-798.630 t ou -34,0%, também a maior redução percentual), da soja (-33.840 t ou -0,4%) e da mandioca (-13.055 t ou -1,4%).
Foto: Seagri/Divulgação