A relação entre a torcida do Bahia e o treinador Rogério Ceni não é boa. Depois da derrota do Bahia por 2×0 para o Flamengo, no sábado (5), na Fonte Nova, o clima azedou e a torcida cobrou do treinador uma postura diferente. Após o apito final da Fonte Nova, Ceni ouviu gritos de “burro” e vaias vindos das arquibancadas. Durante a entrevista após o duelo, o treinador foi questionado sobre o comportamento dos torcedores e disse que entende as manifestações.
“Toda derrota incomoda, machuca. Não vencer o adversário, isso ao menos para quem gosta de vencer, incomoda. Sobre vaias, eu gostaria sempre que o torcedor estivesse feliz, mas quando a gente não consegue o resultado, independente contra quem seja, o torcedor paga o ingresso e é inerente ao trabalho ser vaiado. Ninguém gosta, todo mundo gosta de ser exaltado. Respeito esse lado do torcedor, vamos ter jogos difíceis e vamos tentar fazer o torcedor reagir de forma diferente, entregando bons resultados, mas é compreensível que o torcedor saia chateado”, disse Rogério Ceni.
O momento de atrito entre torcida e treinador acontece após fase de calmaria. A última vez que Ceni viveu episódio parecido foi durante as finais do Campeonato Baiano, quando o Bahia perdeu o título para o Vitória. Depois disso, a boa campanha no Campeonato Brasileiro amenizou a situação. No geral, o Esquadrão tem bom aproveitamento na Série A. O time ocupa a 7ª colocação, com 45 pontos, e desde o início da competição briga na parte de cima da tabela. A fase de oscilação, no entanto, liga o alerta para a disputa por uma vaga na Libertadores.
Depois de dois jogos em casa, contra Criciúma e Flamengo, o tricolor se prepara agora para duas partidas longe dos seus domínios, diante de Cruzeiro e Vasco, respectivamente. Rogério Ceni, inclusive, sabe a receita para fazer as pazes com a torcida.
Crédito: Paula Fróes/CORREIO