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ACELEN COMEÇA A IMPLANTAR BIOREFINARIA DE R$ 16,5 BI ATÉ DEZEMBRO. TERÁ CENTRO DE TECNOLOGIA E VAI COMPRAR TERRAS NA BAHIA.

Redação - 17/08/2024 15:59 - Atualizado 19/08/2024

A Acelen vai iniciar até dezembro as ações para implantar seu primeiro projeto de biorefinaria no país, avaliado em cerca de R$ 16,5 bilhões. O empreendimento, localizado em Mataripe, na Bahia, ficará próximo à refinaria adquirida da Petrobras há mais de dois anos.

O complexo de biorefino incluirá um centro de tecnologia, denominado Acelen Agripark. A empresa está em fase final de negociação com o BNDES para um empréstimo de R$ 250 milhões. O financiamento já foi aprovado e deve ser liberado nas próximas semanas.

A Acelen pretende utilizar a macaúba, planta nativa do Brasil, para produzir óleo vegetal. Este será misturado ao diesel para criar o diesel verde e ao querosene de aviação (SAF). Dentro desse projeto, a companhia planeja adquirir 180 mil hectares de terras degradadas entre Minas Gerais e Bahia, divididos em cinco lotes iguais. Os municípios estão sendo selecionados pela Acelen e, juntos, terão capacidade para produzir 1 milhão de litros de biocombustível por ano.

A expectativa é que a unidade de biorrefino comece a operar em 2027. São necessários quatro anos para a macaúba dar as primeiras colheitas, por isso, a produção na unidade aumentará gradualmente, conforme a disponibilidade da matéria-prima. Nos primeiros anos, a Acelen poderá usar óleo de soja e gordura animal para o processamento dos combustíveis.

Ao mesmo tempo, a Acelen está destinando R$ 500 milhões para a construção de um parque solar que abastecerá o consumo da refinaria. A previsão é que o projeto esteja concluído em 2026.

O Mubadala Capital vai usar o projeto da Acelen como um teste para avaliar a construção de outras quatro biorrefinarias no Brasil. Segundo uma fonte, a estratégia é exportar os biocombustíveis em todas as unidades. A Petrobras demonstrou interesse em se tornar sócia no projeto, e as conversas estão em andamento, paralelamente ao processo de recompra da refinaria em Mataripe.

Para a produção do SAF, a Acelen já conversa com fabricantes de aeronaves e companhias aéreas. De acordo com o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, em discussão no Congresso, as aéreas terão que reduzir as emissões em 1% ao ano a partir de 2027. Com informações de O Globo.

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