

O Banco Central (BC) elevou de US$ 38,9 bilhões para US$ 57,7 bilhões sua estimativa para o rombo nas contas externas em 2020. A informação está no relatório de inflação do quarto trimestre, divulgado pela instituição nesta quinta-feira (19).
Segundo a instituição, esse aumento considera a “perspectiva de aceleração da atividade doméstica”, com impacto, por exemplo, de aumento das importações, e, também, a continuidade de resultados anuais expressivos para as importações no âmbito do Repetro (regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens que se destina às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural).
Para este ano, a instituição também elevou sua projeção de déficit nas contas externas, que passou de US$ 36,3 bilhões para US$ 51,1 bilhões “notadamente em razão da revisão no saldo da balança comercial, bem como da incorporação de revisões estatísticas nas contas de serviços e renda primária”.
De acordo com o Banco Central, porém, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira, estimados em US$ 80 bilhões para este ano, e também para 2020, será suficiente para financiar o rombo das contas externas.
O BC também revisou, para baixo, sua previsão para o saldo positivo (exportações menos importações) da balança comercial em 2019 e em 2020. Em setembro, no relatório de inflação anterior, a previsão da instituição era de que o saldo comercial positivo somaria US$ 43 bilhões neste ano e US$ 41 bilhões em 2020.
No documento divulgado nesta quinta-feira, o valor estimado para o superávit da balança comercial recuou para US$ 39 bilhões em 2019 e para US$ 32 bilhões no ano que vem. E, para 2020, a projeção de aumento dos volumes exportados, principalmente em produtos básicos, “deve ser mais do que compensada pela retração de preços internacionais, em cenário de desaceleração da atividade global”. (G1)
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