A B3 conduziu nesta sexta-feira o leilão da produção futura de petróleo da União proveniente da Área de Desenvolvimento de Mero (Contrato de Partilha de Libra) e dos Campos de Lula e Sapinhoá, na bacia de Santos.
O proponente Petrobras demonstrou interesse nos contratos de 36 meses provenientes de dois lotes. Os contratos dos lotes de Mero e Sapinhoá foram arrematados pelo Preço de Referência do Petróleo (PRP) publicado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Já o contrato do Campo de Lula foi arrematado pela proponente Total E&P, em contrato de 12 meses, com ágio de R$ 1 por metro cúbico de petróleo sobre o preço de referência (PRP).
Os vencedores irão remunerar a União a cada retirada de carga, de acordo com o preço ofertado.
Sobre os lotes:
Área de Desenvolvimento de Mero
Em 36 meses, a produção estimada da União é de 10,6 milhões de barris de petróleo. Contrato de partilha assinado em dezembro de 2013. A 170 quilômetros do litoral do estado de Rio de Janeiro, a área faz parte da Bacia de Santos e é explorada por um consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).
Sapinhoá
Em 36 meses, a produção estimada da União é de 600 mil barris de petróleo. Contrato de partilha assinado em 30 de janeiro de 2017. A área faz parte da Bacia de Santos e é explorada por um consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 45%), Shell (30%) e Repsol (25%).
Lula
Em 12 meses, a produção estimada da União é de 1,1 milhão de barris de petróleo. Contrato em regime de concessão. O campo de Lula é o principal produtor do pré-sal e está localizado na Bacia de Santos. Desde 2014 foi firmado um Acordo de Individualização da Produção (AIP) entre o consórcio e a União. O campo de Lula, do consórcio BM-S-11, é operado pela Petrobras (65%), com os sócios Shell (25%) e Petrogal (10%).