

A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que virou alvo de ataques após aceitar ser vice na chapa do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). “O brasileiro, por natureza, é uma gente pacífica, solidária, um povo honesto, trabalhador, que tem na essência a generosidade. [Mas] de uma hora para outra nos tornamos um país intolerante, agressivo. Quando aceitei o desafio para compor a chapa de Alckmin recebi muitos ataques. Eu respeito as opiniões adversas, mas acho que não pode descambar para a crítica destrutiva e não construtiva. Com uma boa crítica você pode melhorar as coisas. Mas com a destrutiva você é só veneno”, reclamou em entrevista à Rádio Metrópole.
A progressista afirmou, ainda, que respeita os posicionamentos diferentes na própria legenda. “No caso da Bahia, o partido participa de uma grande aliança, mas João Leão está apoiando Haddad. Ele é vice de Rui Costa. Temos as pessoas diferentes e a gente precisa viver e respeitar. Tenho um enorme respeito a ele e temos uma convivência estreita”, pontuou.
A senadora fez questão também de ressaltar o papel do presidente nacional do Democratas, o prefeito de Salvador ACM Neto, na escolha dela para a vice. “Ele talvez tenha sido o mais entusiasta em relação à minha participação nessa chapa. É uma das lideranças mais conhecidas que temos. Eu acompanhei o avô quando presidente do Senado, estive no enterro do Luís Eduardo Magalhães, naquele momento triste, um jovem combativo e respeitado, então, tenho essa relação. Respeito muito”, afirmou.
Para ela, o PT já admitiu que Lula não poderá ser candidato a presidente na eleição. “Não há como brigar contra os fatos. É preciso que você tenha a responsabilidade de respeitar o estado democrático, por isso já colocou Haddad e Manuela. Então, já está consolidado pelo lado da oposição”, ressaltou.