

O superávit comercial da China aumentou mais do que o esperado em setembro, com o forte crescimento das exportações, mantendo o país no caminho para superar o superávit recorde do ano passado e provavelmente intensificando as tensões comerciais com seus principais parceiros.
A demanda global por chips e produtos de tecnologia verde ajudou a manter as fábricas chinesas em plena atividade, aliviando a pressão sobre as autoridades para sustentar o crescimento econômico diante da demanda interna e dos investimentos moderados.
As exportações dispararam 36,3% em relação ao ano anterior, superando o aumento de 25,0% registrado em agosto e excedendo amplamente as expectativas de crescimento de 25,5%, segundo dados da alfândega divulgados nesta quarta-feira. O crescimento de setembro foi o mais rápido desde fevereiro, quando as exportações cresceram 39,6%.
As importações também permaneceram robustas, com alta de 31,0% em comparação com o crescimento de 28,2% em agosto e as previsões dos economistas de um aumento de 24,5%.
Wang Jun, vice-ministro da Alfândega, afirmou em uma coletiva de imprensa que haveria incertezas externas, incluindo conflitos geopolíticos que poderiam afetar o comércio, mas acrescentou que há bases e condições para a continuidade do crescimento das exportações e importações no quarto trimestre.
Analistas esperam que o comércio permaneça aquecido, com os produtos de tecnologia continuando a impulsionar as exportações e as importações. “Os principais laços comerciais parecem destinados a permanecer estáveis até o final do ano, o que deve manter o principal motor de crescimento deste ano em pleno funcionamento”, disse Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China.
O iuan se mantinha estável em relação ao dólar na quarta-feira, sustentado por dados sólidos de exportações, enquanto o mercado de ações caía.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil