

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Apesar do recuo, o percentual registrado em setembro ainda supera o observado no mesmo período de 2025, quando 79,2% das famílias brasileiras estavam endividadas.
A pesquisa também apontou uma leve queda no número de consumidores que enfrentam dificuldades para quitar suas dívidas. O índice de inadimplência ficou em 29,6%, também 0,3 ponto percentual abaixo do registrado anteriormente.
Segundo o levantamento, esse é o menor percentual de inadimplência desde março deste ano. Mesmo assim, o indicador continua em um nível considerado elevado, mostrando que uma parcela significativa das famílias ainda encontra dificuldades para manter os compromissos financeiros em dia.
A redução foi registrada entre os diferentes grupos de renda analisados pela pesquisa. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o endividamento ficou em 84,6%, uma queda de 0,5 ponto percentual.
Na faixa de três a cinco salários mínimos, o índice chegou a 83,3%, recuo de 0,4 ponto percentual. Já entre aqueles com renda de cinco a dez salários mínimos, o percentual foi de 77,9%, redução de 0,7 ponto percentual.
Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento ficou em 71,9%, uma queda de 0,4 ponto p
percentual.
| Endividamento | |
|---|---|
| Até 3 salários mínimos | 84.6% |
| 3 a 5 salários mínimos | 83.3% |
| 5 a 10 salários mínimos | 77.9% |
| Mais de 10 salários mínimos | 71.9% |
Fonte: Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic/CNC).
A queda ocorre em um período marcado por iniciativas do governo federal voltadas à redução do endividamento e da inadimplência entre os consumidores.
Entre as ações está o programa mencionado como Novo Desenrola Brasil, também chamado de Desenrola 2.0, lançado em maio deste ano com a proposta de facilitar a regularização de dívidas das famílias brasileiras.
Mesmo com a melhora observada em setembro, os dados da CNC mostram que o endividamento continua atingindo uma parcela expressiva dos lares do país.
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