quinta, 08 de outubro de 2026
Euro Dólar

PRODUÇÃO INDUSTRIAL BAIANA CRESCE EM AGOSTO E TEM MAIOR ALTA DO PAÍS

Bruna Carvalho - 08/10/2026 13:00

A produção industrial da Bahia cresceu 3,7% em agosto de 2026, na comparação com julho, e registrou a maior alta entre os 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado também marcou o terceiro avanço consecutivo do estado nessa base de comparação e ficou bem acima da média nacional, que recuou 0,6% no período.

Apesar do desempenho positivo no mês, a indústria baiana ainda enfrenta um cenário de retração quando comparada ao mesmo período do ano passado. Em relação a agosto de 2025, a produção caiu 3,0%, mantendo uma sequência de quatro meses seguidos de resultados negativos.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgada pelo IBGE. Entre julho e agosto, apenas quatro dos 15 locais analisados apresentaram crescimento na produção: Bahia (3,7%), Rio de Janeiro (1,1%), Mato Grosso (1,0%) e Paraná (1,0%). As maiores quedas foram registradas no Pará (-7,3%), Amazonas (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-4,5%).

Na comparação anual, o resultado baiano ficou abaixo da média nacional, que recuou 1,2%, e foi o quinto pior entre os 18 locais com dados disponíveis. Ao todo, 12 apresentaram queda na atividade industrial, com as maiores retrações no Pará (-19,8%), Maranhão (-11,2%) e Ceará (-7,8%). Entre os seis locais que tiveram crescimento, os maiores avanços foram registrados no Rio de Janeiro (8,3%), Espírito Santo (8,0%) e Mato Grosso do Sul (3,8%).

No acumulado de janeiro a agosto, a produção industrial da Bahia registra queda de 4,4% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o resultado nacional, que acumula alta de 0,8%, e coloca o estado com a quarta maior retração entre os 18 locais pesquisados, à frente apenas do Rio Grande do Norte (-10,7%), Maranhão (-6,9%) e Pará (-5,4%).

O cenário também permanece negativo no acumulado de 12 meses encerrados em agosto. Nesse período, a indústria baiana recuou 3,3%, enquanto a média nacional apresentou alta de 0,6%. O resultado representa a quarta maior retração entre os 18 locais analisados, 11 dos quais registraram queda na produção.

A retração de 3,0% registrada pela indústria baiana em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, foi influenciada tanto pela indústria de transformação, que caiu 3,0%, quanto pela indústria extrativa, com recuo de 3,6%. A transformação teve o quarto resultado negativo consecutivo, enquanto a extrativa interrompeu uma sequência de quatro meses de crescimento.

Entre os dez segmentos da indústria de transformação analisados separadamente na Bahia, seis registraram queda. O principal recuo foi observado na metalurgia, com baixa de 19,1%, no décimo resultado negativo consecutivo da atividade, que apresenta retração mês a mês desde novembro de 2025.

O maior impacto negativo sobre o resultado geral, no entanto, veio da fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, setor que inclui o refino de petróleo. A atividade, que tem o maior peso na estrutura industrial da Bahia, recuou 7,1% em agosto e registrou o quarto resultado negativo consecutivo.

Na direção oposta, a fabricação de produtos alimentícios foi o destaque positivo entre os segmentos da indústria de transformação que tiveram crescimento. A atividade avançou 9,6% em agosto, na comparação anual, e voltou a contribuir para conter a retração da indústria baiana. O setor acumula 12 meses consecutivos de crescimento, desde setembro de 2025, e registra alta de 6,8% no acumulado de 2026.

Foto: Manu Dias/GOVBA

Copyright © 2023 Bahia Economica - Todos os direitos reservados.