quinta, 08 de outubro de 2026
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DOENÇA HERPES-ZÓSTER PODE SER PREVENIDA COM VACINAÇÃO; ENTENDA

João - 08/10/2026 08:20 - Atualizado 08/10/2026

Conhecido popularmente como “cobreiro”, o herpes-zóster pode ser prevenido com a vacinação, que reduz o risco de complicações associadas à doença. Causada pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo que provoca a catapora, a infecção se manifesta por uma erupção cutânea dolorosa, com bolhas geralmente distribuídas em faixa em um dos lados do corpo. Embora seja mais frequente em pessoas a partir dos 50 anos e naquelas com o sistema imunológico enfraquecido, também pode atingir adultos jovens, mesmo sem fatores de risco conhecidos.

“A vacinação tem um resultado significativo na diminuição dos casos de herpes-zóster e das manifestações da doença. Ou, quando ela se manifesta, pode ocorrer de uma forma mais branda, com menos manifestações clínicas e menor ocorrência de neuralgia pós-herpética, que é um dos grandes problemas do herpes-zóster. Ela é causadora de uma dor de origem nervosa que permanece mesmo depois que as manifestações na pele desaparecem”, informa o infectologista Claudilson Bastos, consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde.

Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que, entre janeiro e junho deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 1.740 atendimentos relacionados ao herpes-zóster no Brasil, dos quais 80 foram registrados na Bahia. Em 2025, foram contabilizados 3.413 atendimentos no país e 204 no estado. O MS destaca que os números não necessariamente a pacientes ou diagnósticos distintos, uma vez que uma mesma pessoa pode ter sido atendida mais de uma vez no período.

Autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o imunizante chamado Shingrix tem eficácia de 97% para prevenir e minimizar os efeitos do herpes-zóster e deve ser administrado em duas doses, com intervalo de dois meses. A vacina é indicada para indivíduos a partir dos 50 anos.

“A indicação para esse público é porque, nessa faixa etária, a imunidade começa a enfraquecer de forma natural, o que denominamos de imunossenescência, sobretudo naqueles que tiveram contato com o vírus varicela-zóster no passado. Além desse público, o imunizante é indicado para pessoas com mais de 18 anos que possuem algum tipo de imunossupressão, como infecção viral, a exemplo da Covid-19; portadoras de comorbidades (HIV, esclerose múltipla, lúpus, câncer, diabetes etc.); ou que vão se submeter a transplantes de medula óssea ou outros órgãos”, informa o médico.

Dor pode surgir antes das lesões

O infectologista explica que a dor, característica da doença, pode aparecer antes das lesões. Em alguns casos, esse desconforto, assim como a ardência ou a sensibilidade aumentada em determinada região da pele, surge dias antes das vesículas, pequenas bolhas que aparecem durante a evolução da doença.

“O herpes-zóster acomete mais frequentemente a região torácica. O paciente pode apresentar dores e, muitas vezes, essas dores são mal interpretadas como se fossem um problema cardíaco, porque podem ocorrer, por exemplo, como uma dor na região do peito”, explica o especialista.

Depois de alguns dias, pode surgir o chamado rash, com o aparecimento das bolhas, que se distribuem pela área correspondente ao nervo afetado. “As vesículas começam a aparecer uma a uma, espalhando-se até atingir a área da pele inervada. Se o paciente é imunossuprimido, o vírus pode acometer mais de uma área e, nesse caso, ocorrer o herpes-zóster disseminado. Pacientes HIV positivos ou com uma doença hematológica grave, por exemplo, podem apresentar essa manifestação”, informa Bastos, pontuando que, diante de sintomas suspeitos, a avaliação médica é importante para confirmar o diagnóstico correto e orientar o tratamento adequado.

Estresse pode favorecer a reativação do vírus

Apesar de o herpes-zóster estar mais associado ao envelhecimento natural e à redução da resposta imunológica, pessoas mais jovens podem desenvolver a doença. Entre os fatores que podem favorecer a manifestação nesse público está o estresse, tão comum nos dias atuais.

“Os pacientes jovens que não têm, por exemplo, nenhum fator de risco ou nenhuma comorbidade grave podem, sim, apresentar herpes-zóster ocasionalmente. Na realidade, a doença tem uma relação com o estresse, que pode causar alterações na resposta imunológica do indivíduo e, consequentemente, favorecer a reativação do vírus que permanece latente no organismo”, esclarece.

O infectologista pontua que as pessoas que já tiveram catapora devem ficar atentas aos primeiros sintomas. “A adoção de medidas preventivas é importante para reduzir os impactos da doença”, afirma.

Onde se vacinar

A vacina contra o herpes-zóster está disponível somente na rede privada, como nas unidades do Sabin Diagnóstico e Saúde nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas e Barreiras. A empresa também oferece a aplicação do imunizante por meio do atendimento móvel para empresas e clientes que desejam solicitar a vacinação em domicílio ou no local de trabalho. Para isso, basta acessar o site https://www.sabin.com.br/agendamentos.

Foto: Marcos Welber

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