

Estudantes ocuparam as ruas do Centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7) em um ato de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de oposição à extrema-direita. A manifestação reuniu milhares de alunos e faz parte de uma mobilização nacional, com mais de 20 atos previstos em dez estados.
A concentração começou na Igreja da Candelária. De lá, os manifestantes seguiram em direção ao Colégio Pedro II, entoando palavras de ordem em defesa da educação pública, da soberania nacional e contra a escala de trabalho 6×1 e a ditadura.
O ato também teve críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Os estudantes associam a candidatura a possíveis mudanças em áreas como educação, serviços públicos e estatais.
A mobilização começou na segunda-feira (5), com estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, e se estendeu para outras cidades e estados. Os atos são convocados por entidades estudantis em defesa da democracia e da candidatura de Lula no segundo turno.
A mobilização também gerou críticas de integrantes do PL. Na terça-feira (6), o deputado federal Nikolas Ferreira afirmou, em publicação no X, que o ato realizado por estudantes da UFF teria bloqueado uma das principais vias de Niterói e prejudicado, segundo ele, o acesso de ambulâncias a três hospitais.
Em outra publicação, Nikolas criticou a mobilização estudantil durante o segundo turno e afirmou que os jovens poderiam “perder a linha”. O deputado também disse que a mobilização poderia ter efeito contrário ao pretendido pela esquerda nas eleições.
foto: Rocha/Divulgação