

As obras do novo centro de treinamento do Esporte Clube Bahia, o CFA Bahia (City Football Academy), estão cada vez mais avançadas. As novas instalações do Esquadrão ficarão localizadas às margens da Via Metropolitana (BA-535).
De acordo com o clube, a etapa de supressão vegetal foi concluída, e os trabalhos estão concentrados na terraplanagem, iniciada em julho, intensificada em agosto e chegando em seu pico de atividades até janeiro de 2027. A etapa prevê a movimentação de mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de terra, e a previsão é concluí-la em fevereiro de 2027.
Atualmente, a obra conta com cerca de 100 trabalhadores e mais de 80 equipamentos em operação.
Projeto comprometido com a preservação ambiental
O projeto conta com todas as licenças e autorizações necessárias, incluindo a licença ambiental aprovada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Algumas licenças foram obtidas com um ano de antecedência.
Também foram estabelecidas mais de 40 condicionantes ambientais, distribuídas entre as etapas anteriores, durante e posteriores à execução das obras.
Viveiro com 100 mil mudas
Além disso, o projeto incluiu um viveiro com capacidade para 100 mil mudas. Antes da supressão vegetal, especialistas coletaram espécies nativas da área para preservar o patrimônio genético do Bioma local. Atualmente, o viveiro abriga cerca de 40 mil mudas de, aproximadamente, 80 espécies da Mata Atlântica.
Essas mudas nativas da Mata Atlântica serão utilizadas no paisagismo e enriquecimento Áreas de Preservação Permanentes que circundam o projeto e o futuro empreendimento residencial integrado ao centro de treinamento. A fauna local também está sendo resgatada e monitorada, de forma que equipes de biólogos e veterinários acompanham as frentes de trabalho, promovendo o salvamento de animais encontrados durante a supressão da vegetação, realizando a sua soltura em áreas preservadas pelo empreendimento.
Diálogo com a comunidade
Como parte do compromisso com o desenvolvimento local, é realizada uma agenda mensal de encontros com a comunidade, promovendo transparência, escuta ativa e diálogo contínuo ao longo do projeto. A construção do viveiro também contou com a participação de crianças da comunidade de Areias, que plantaram as primeiras mudas no espaço. A iniciativa reforça o compromisso do projeto com a educação ambiental, o pertencimento e a construção de um legado sustentável.
(A Tarde)
Foto: Divulgação



