segunda, 05 de outubro de 2026
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PRESIDENTE, VICE E DIRETORES DA BAMOR SÃO DENUNCIADOS PELO MP

VICTOR OLIVEIRA - 05/10/2026 15:30

Dez integrantes da torcida organizada Bamor permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, após serem denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Entre os denunciados estão o presidente, o vice-presidente e diretores da torcida.

A denúncia foi apresentada na última sexta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição.

Os integrantes são acusados de envolvimento em crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. O Ministério Público solicitou à Justiça a manutenção das prisões preventivas e a condenação dos denunciados pelos crimes atribuídos a eles.

Segundo a denúncia, os episódios teriam ocorrido em julho deste ano dentro da estrutura da torcida organizada. Duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de violência física e psicológica na sede da Bamor.

De acordo com o MP-BA, o objetivo seria obter confissões relacionadas a supostas irregularidades no sistema de gestão de associados da torcida.

A investigação aponta ainda que os denunciados fariam parte de uma estrutura organizada e estável, com divisão de funções e distribuição de tarefas entre os integrantes. Conforme a acusação, as agressões teriam ocorrido como uma espécie de punição privada contra pessoas apontadas pela diretoria como responsáveis por supostos desvios internos.

Entre os denunciados estão Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; e Fernando Santana Esquivel, policial militar apontado como integrante da torcida.

Além da manutenção das prisões e das condenações, o Ministério Público também pede que os acusados sejam obrigados a pagar indenizações às vítimas por danos materiais e morais.

O órgão também solicitou a fixação de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.

Foto: Google Maps

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