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SHOWS QUE PAGARAM DIREITOS AUTORAIS CRESCEM 8% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

Hugo Leite - 01/10/2026 09:48

O Brasil teve mais shows no primeiro semestre de 2026. De janeiro a junho, 10.550 apresentações realizadas no país pagaram direitos autorais, número 8% maior do que o registrado no mesmo período de 2025. O crescimento também foi acompanhado pelo avanço da arrecadação do segmento de shows e eventos, que aumentou 12% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.

Os dados do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) fazem parte de um levantamento realizado para o Dia Internacional da Música, celebrado neste dia 1º de outubro, e mostram a dimensão do segmento de shows e a importância da remuneração de compositores e demais profissionais que participam da criação musical.

O pagamento de direitos autorais por execução pública ocorre quando músicas são tocadas em locais de frequência coletiva, como shows, estabelecimentos comerciais e plataformas de streaming. Essa remuneração garante que compositores, intérpretes e músicos recebam pela utilização de suas obras, contribuindo para a sustentabilidade da produção musical.

Atualmente, o banco de dados da gestão coletiva reúne cerca de 29 milhões de obras musicais. O volume dá dimensão à diversidade do repertório musical e à complexidade do trabalho de identificação das músicas executadas e distribuição dos valores aos respectivos titulares.

“O crescimento registrado no primeiro semestre reforça a relevância do segmento de shows para a circulação da música e para a cadeia da economia criativa. Por trás de cada apresentação existe uma rede de profissionais que participa da criação e realização da música e que também precisa ser remunerada pela utilização de seu trabalho”, afirma Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad.

Dos valores arrecadados pelo Ecad, 85% são destinados diretamente a compositores, intérpretes, músicos e demais titulares de direitos autorais. As associações de música recebem 6% para suas despesas administrativas, enquanto o Ecad fica com os 9% restantes para suas despesas operacionais.

 

Foto: Amanda Ercília/GOVBA

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