

Estrutura do HC-FMUSP monitora seis hospitais públicos 24 horas por dia; projeto prevê investimento superior a R$ 180 milhões, mas ainda não divulgou resultados clínicos
Foto: Reprodução/Magnific
A Central de Comando das UTIs Inteligentes do SUS monitora em tempo real 60 leitos de seis hospitais públicos. O número equivale a 0,26% dos 23.218 leitos de UTI adulto que o sistema público tinha em 2025.
O projeto prevê investimento superior a R$ 180 milhões e expansão para 280 leitos em 14 instituições de saúde. A central fica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e funciona 24 horas por dia. Os primeiros leitos conectados estão em Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Os hospitais enviam continuamente dados como pressão arterial, frequência cardíaca e oxigenação. O projeto do Ministério da Saúde também inclui monitores multiparâmetros, respiradores pulmonares, camas inteligentes e inteligência artificial para apoiar decisões clínicas.
A pasta espera antecipar alterações no quadro dos pacientes, reduzir complicações e aumentar a rotatividade dos leitos. O material de lançamento não traz resultados clínicos da nova rede.
O Brasil encerrou 2025 com 23.218 leitos de UTI adulto destinados ao sistema público, segundo levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Se alcançar os 280 leitos previstos, a rede monitorada chegará a 1,2% dessa capacidade.
Cerca de 83,4% da população depende exclusivamente do SUS e tem aproximadamente 13 leitos de UTI por 100 mil habitantes. Na saúde suplementar, a proporção sobe para 69 leitos por 100 mil beneficiários.
A diferença também aparece entre as regiões. O Sudeste tem 15 leitos do SUS por 100 mil habitantes, o Sul tem 14, o Centro-Oeste tem 13, o Nordeste tem 11 e o Norte tem oito.
O portal especializado Saúde Business indicou sobre gestão estratégica da infraestrutura hospitalar, que a incorporação de tecnologia depende das condições operacionais de cada unidade. O funcionamento contínuo exige conexão estável, energia redundante, integração entre equipamentos de fabricantes diferentes e equipes treinadas em todos os plantões.
O Ministério da Saúde informa que a central deve produzir evidências para orientar protocolos e a ampliação da rede. A pasta não divulgou cronograma para a publicação desses resultados.



