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SUS CONECTA 60 LEITOS A CENTRAL DE UTIS INTELIGENTES E PREVÊ EXPANSÃO PARA 280

João - 30/09/2026 05:00 - Atualizado 30/09/2026

Estrutura do HC-FMUSP monitora seis hospitais públicos 24 horas por dia; projeto prevê investimento superior a R$ 180 milhões, mas ainda não divulgou resultados clínicos

Foto: Reprodução/Magnific

A Central de Comando das UTIs Inteligentes do SUS monitora em tempo real 60 leitos de seis hospitais públicos. O número equivale a 0,26% dos 23.218 leitos de UTI adulto que o sistema público tinha em 2025.

O projeto prevê investimento superior a R$ 180 milhões e expansão para 280 leitos em 14 instituições de saúde. A central fica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e funciona 24 horas por dia. Os primeiros leitos conectados estão em Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Os hospitais enviam continuamente dados como pressão arterial, frequência cardíaca e oxigenação. O projeto do Ministério da Saúde também inclui monitores multiparâmetros, respiradores pulmonares, camas inteligentes e inteligência artificial para apoiar decisões clínicas.

A pasta espera antecipar alterações no quadro dos pacientes, reduzir complicações e aumentar a rotatividade dos leitos. O material de lançamento não traz resultados clínicos da nova rede.

Meta de 280 leitos equivale a 1,2% da rede pública

O Brasil encerrou 2025 com 23.218 leitos de UTI adulto destinados ao sistema público, segundo levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Se alcançar os 280 leitos previstos, a rede monitorada chegará a 1,2% dessa capacidade.

Cerca de 83,4% da população depende exclusivamente do SUS e tem aproximadamente 13 leitos de UTI por 100 mil habitantes. Na saúde suplementar, a proporção sobe para 69 leitos por 100 mil beneficiários.

A diferença também aparece entre as regiões. O Sudeste tem 15 leitos do SUS por 100 mil habitantes, o Sul tem 14, o Centro-Oeste tem 13, o Nordeste tem 11 e o Norte tem oito.

Expansão depende da infraestrutura hospitalar

O portal especializado Saúde Business indicou sobre gestão estratégica da infraestrutura hospitalar, que a incorporação de tecnologia depende das condições operacionais de cada unidade. O funcionamento contínuo exige conexão estável, energia redundante, integração entre equipamentos de fabricantes diferentes e equipes treinadas em todos os plantões.

O Ministério da Saúde informa que a central deve produzir evidências para orientar protocolos e a ampliação da rede. A pasta não divulgou cronograma para a publicação desses resultados.

 

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