

A expansão de aplicações de inteligência artificial agêntica na engenharia de software vem criando novas demandas por profissionais capazes de atuar em ambientes de rápida transformação tecnológica. Nesse cenário, startups especializadas em IA buscam não apenas conhecimento técnico, mas também profissionais capazes de lidar com problemas complexos, testar novas abordagens e acompanhar a evolução acelerada das ferramentas disponíveis.
É neste contexto que a Volund, startup especializada em agentes de IA para engenharia de software, sediada no Porto Digital, em Recife, projeta contratar mais de 50 profissionais até o final do ano. A empresa se posiciona como uma operação AI-Native, em que a inteligência artificial não é apenas um complemento, mas a base de toda a esteira de construção de software, desde a análise de requisitos até a entrega final ao cliente.
Com um time de mais de 25 colaboradores distribuídos pelo Brasil, a companhia busca ampliar sua equipe com desenvolvedores e gerentes de projetos (Project Managers), incluindo profissionais de diferentes níveis de experiência.
Para atrair profissionais do mercado nacional, a empresa oferece total liberdade geográfica e auxílio financeiro para talentos que optam por se mudar para atuar mais próximos da sede. Para a Volund, a expansão do time acompanha o crescimento da operação e a demanda por profissionais capazes de atuar em projetos de alta complexidade e em uma área marcada pela rápida evolução tecnológica.
Mais do que o domínio de linguagens tradicionais de programação, a filosofia de contratação da Volund considera o perfil comportamental (soft skills), ou seja, aspectos como autonomia, capacidade de aprendizagem contínua e disposição para questionar abordagens já estabelecidas. Por operar na fronteira da tecnologia, a startup busca profissionais curiosos e dispostos a testar continuamente novas ferramentas de IA, investigar diferentes possibilidades e construir soluções para problemas que ainda não têm caminhos consolidados.
“O grande diferencial da Volund é a forma como construímos tecnologia. Por ser uma empresa nativa em IA, procuramos pessoas inquietas e com uma vontade natural de explorar o novo. Se fizéssemos um treinamento um mês atrás, ele já estaria obsoleto, porque as ferramentas se transformam diariamente. Não buscamos apenas o apego técnico tradicional, mas pessoas com curiosidade para reaprender a fazer software junto com a inteligência artificial. Oferecemos em troca a tranquilidade do trabalho remoto, qualidade de vida e a chance de participar de projetos que estão revolucionando o setor”, destaca Laryssa Câmara, Gerente de Pessoas e Cultura da Volund.
O perfil está relacionado à própria natureza de uma operação AI-Native. Em um ambiente no qual ferramentas, modelos e formas de desenvolver software mudam rapidamente, a capacidade de aprender, experimentar e adaptar-se passa a ter peso semelhante ao conhecimento técnico acumulado. Em paralelo, a startup mantém parcerias com empresas juniores universitárias e com o Porto Digital para a formação e capacitação de jovens talentos no ecossistema local.
IA no recrutamento
Com o objetivo de valorizar o tempo de seus engenheiros de software — um dos ativos mais estratégicos da operação —, a Volund reestruturou seu processo seletivo. A alocação desses profissionais para aplicar testes e conduzir entrevistas consumia horas valiosas que poderiam estar dedicadas ao desenvolvimento de alta performance. Como solução, a startup criou a área de “RHA” (Recursos Humanos e Artificiais), que integra o trabalho de quatro profissionais humanas a dois agentes autônomos de inteligência artificial, a LaryAI e Juddy Hopps.
Na prática, as avaliações técnicas deixaram de exigir a presença dos desenvolvedores da empresa. A etapa passa a ser conduzida pela equipe de RH com o suporte de um agente de IA treinado para avaliar a linha de raciocínio dos candidatos, interpretar os testes práticos e emitir pareceres analíticos para embasar a contratação.
A estrutura também permite que o processo seletivo avalie características alinhadas ao perfil buscado pela empresa, como a capacidade de raciocínio diante de problemas complexos e a forma como o candidato estrutura suas soluções. A inovação permitiu que o time técnico mantivesse seu foco voltado à criação de software, sem comprometer a rigorosidade e a precisão na seleção de novos talentos.
“Recentemente, em uma seleção com 10 candidatos, a IA aprovou apenas um. Ficamos receosos de o filtro ter sido rígido demais, então pedimos ao nosso Principal Engineer para revisar tudo. Ele concordou 100% com a análise e disse que faria as mesmas escolhas. Isso é um bom exemplo de como a tecnologia está alinhada com a nossa visão e nos dá total confiabilidade para auxiliar neste processo”, conclui Laryssa.
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