segunda, 28 de setembro de 2026
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CAIXA RETOMA ATENDIMENTO PARCIAL DURANTE GREVE APÓS DECISÃO DO TST

VICTOR OLIVEIRA - 28/09/2026 18:39 - Atualizado 28/09/2026

As agências da Caixa Econômica Federal retomaram parcialmente o atendimento nesta segunda-feira (28), durante a greve nacional dos funcionários. A mudança ocorre após uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar que pelo menos 60% dos trabalhadores permaneçam em atividade, presencialmente ou em regime remoto.

A paralisação teve início em 10 de setembro e envolve funcionários da instituição em diferentes regiões do país. O principal ponto de divergência nas negociações é o plano de saúde dos empregados, que prevê reajustes e outras alterações.

Sem um acordo entre as partes, o conflito foi levado à Justiça do Trabalho. O dissídio coletivo da categoria está previsto para ser julgado pelo TST nesta terça-feira (29).

Apesar da determinação judicial, o funcionamento das unidades não ocorre de maneira uniforme. Em algumas agências, gerentes estão realizando somente atendimentos considerados emergenciais. Em outros locais, trabalhadores terceirizados auxiliam os clientes, principalmente com orientações sobre caixas eletrônicos e canais digitais.

A Caixa orienta os clientes a priorizarem os serviços digitais e os canais alternativos durante o período de paralisação. Entre as opções estão o aplicativo Caixa, o internet banking, o Caixa Tem e o WhatsApp pelo número 0800-104-0104.

Também é possível utilizar os caixas eletrônicos, as casas lotéricas, os correspondentes Caixa Aqui e a rede Banco24Horas. O atendimento telefônico pelo Alô Caixa permanece disponível pelo 4004-0104 para capitais e regiões metropolitanas e pelo 0800-104-0104 para as demais localidades.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) informou que orientou sindicatos e federações a cumprir a determinação do TST sobre a manutenção do percentual mínimo de trabalhadores em atividade.

A Contraf-CUT, por outro lado, defende a continuidade da greve e afirma que a paralisação é legítima. A entidade também contesta a atribuição do impasse aos trabalhadores e mantém as críticas às mudanças previstas no plano de saúde.

A definição sobre o futuro da paralisação deverá ocorrer após o julgamento do dissídio coletivo pelo TST, marcado para esta terça-feira (29).

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

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