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DIVERGÊNCIAS ENTRE DINO E MENDONÇA NO STF ENTRAM NO RADAR DAS ELEIÇÕES DE 2026

Igor Lima - 28/09/2026 09:33

A atuação dos ministros Flávio Dino e André Mendonça em decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ganhar atenção no contexto das eleições de 2026. Os dois têm apresentado posições diferentes em determinados julgamentos, em meio a uma série de debates no tribunal que envolvem temas com impacto político e institucional.

Um dos episódios recentes ocorreu em setembro, quando decisões de Dino e Mendonça chegaram a ser suspensas em um mesmo conjunto de processos. Em decisão de 9 de setembro, a Presidência do STF determinou a suspensão de uma decisão de André Mendonça e também de outra decisão tomada por Flávio Dino, enquanto o caso seguia em análise.

As divergências entre ministros, porém, não significam necessariamente que exista uma divisão formal do tribunal em blocos políticos. O STF é formado por 11 ministros, que podem apresentar votos diferentes conforme o processo e os argumentos jurídicos envolvidos.

Dino e Mendonça também já estiveram em lados distintos em outros julgamentos. Em uma ação analisada pelo Plenário em junho de 2026, por exemplo, Dino integrou a corrente que apresentou entendimento diferente do voto vencedor, enquanto Mendonça acompanhou a posição do relator, Cristiano Zanin.

A relação entre STF e eleições ganhou ainda mais importância porque decisões da Corte podem alcançar temas diretamente relacionados ao processo eleitoral, à atuação de instituições públicas e às regras que serão aplicadas durante o período eleitoral. Em 2026, o tribunal também possui processos de repercussão geral em andamento que envolvem questões de interesse político, econômico e social.

No caso de Dino, a atuação também se conecta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ele exerce a Presidência. O ministro aparece em processos relacionados a temas institucionais e eleitorais, enquanto Mendonça permanece concentrado nas atribuições de ministro do STF.

O cenário faz com que decisões individuais e divergências entre ministros sejam acompanhadas de perto por partidos, candidatos e grupos políticos. Isso ocorre porque determinadas decisões judiciais podem produzir efeitos sobre instituições, regras eleitorais e disputas que chegam ao Judiciário.

Apesar da repercussão política, é importante separar as divergências jurídicas entre os ministros de interpretações sobre suas supostas motivações políticas. Os registros oficiais do STF mostram diferentes posições e votos em processos específicos, mas não estabelecem, por si só, que essas divergências representem uma disputa eleitoral entre os ministros.

Com a aproximação das eleições de 2026, decisões do STF e do TSE tendem a permanecer no centro do debate público, especialmente quando envolverem candidatos, partidos, regras eleitorais ou a atuação de instituições durante o processo eleitoral.

Foto: Gustavo Moreno/STF

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