

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a prefeitura enfrenta uma “guerra permanente” com o governo da Bahia em torno da integração entre ônibus municipais e metrô. Segundo o gestor, a administração municipal tem sido pressionada a direcionar linhas de ônibus para as estações do sistema metroviário, enquanto precisa ampliar a oferta de transporte para atender à população.
Em entrevista à Rádio Popular FM nesta quinta-feira (24), Bruno Reis afirmou que, desde o início da operação do metrô, administrado pela concessionária CCR Metrô Bahia, a prefeitura ficou responsável pela integração entre os modais.
De acordo com o prefeito, o governo estadual teria se comprometido com a concessionária a garantir um fluxo médio de 680 mil passageiros por dia. No entanto, segundo ele, o sistema transporta atualmente cerca de 250 mil pessoas diariamente.
“Prometeram à CCR um fluxo de 680 mil passageiros por dia, mas o fluxo real é de cerca de 250 mil. Por causa disso, o governo paga quase um milhão de reais por dia à concessionária por ela não estar transportando o que deveria”, descreveu.
Bruno Reis afirmou que o governo estadual pressiona a prefeitura a direcionar passageiros para o metrô, como forma de reduzir os custos relacionados ao fluxo de usuários abaixo do previsto.
“Eles ficam nos pressionando para fazer a integração das linhas, botar as linhas para irem até o metrô, para que os passageiros passem pelo metrô e diminua essa conta deles. Essa é uma guerra permanente”, afirmou Bruno Reis durante entrevista concedida à Rádio Popular FM na tarde desta quinta-feira (24).
O prefeito disse, porém, que a gestão municipal precisou retomar linhas de ônibus para atender à demanda dos usuários. Segundo ele, cerca de 70 linhas já foram reativadas, além da ampliação da frota.
“Chegamos à conclusão que era necessário retornar algumas linhas, e eu já retornei algo em torno de 70 linhas, já botei mais ônibus nos sistemas”, exemplificou.
O prefeito também afirmou que pretende continuar ampliando a oferta de ônibus, mesmo diante da possibilidade de questionamentos judiciais por causa das mudanças na integração previstas no contrato firmado anteriormente.
“Eu tenho dito em alto e bom som que tenho 28 anos de vida pública, nunca respondi um processo, um inquérito, e estou doido para responder o primeiro porque estou retornando as linhas, porque não vou cumprir o que está no contrato assinado lá atrás e que determinava a integração”, disparou.
Foto: Secom PMS



