

O candidato ao Senado Rui Costa (PT) destacou, nesta quarta-feira (23), a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na instalação da fábrica da BYD em Camaçari e afirmou que a unidade, que hoje gera cerca de 8 mil empregos, pode chegar a 20 mil postos de trabalho nos próximos anos. A declaração foi feita após caminhada do Time de Lula no município, liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição.
“Ela [a BYD] só está aqui na Bahia, ela só está em Camaçari, só e somente só, porque quem é o presidente é Luiz Inácio Lula da Silva. Quem está falando aqui é quem estava sentado na cadeira de ministro da Casa Civil”, afirmou Rui. Em seu discurso, o ex-governador da Bahia também falou das dificuldades historicamente encontradas pelos estados do nordeste, normalmente preteridos em relação aos estados do sul e sudeste do país em serem escolhidos para receber grandes indústrias.
Rui argumentou que o período em que o Brasil foi governado pelos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro foi marcado por perseguições e abandono do nordeste. “Eu fui governador desse estado por 8 anos. E eu sei o que é governar com dois presidentes que não gostam do Nordeste. Eu sei o que é governar com dois presidentes que não gostam da Bahia. A Bahia foi perserguida”, disse ao reforçar que o estado não pode perder a chance de ter mais quatro anos de mãos dadas com o presidente Lula.
Na opinião do ex-governador da Bahia, a continuidade de Lula e de Jerônimo nas gestões do Brasil e da Bahia permitirá a atração de mais investimentos para o estado. Ele acredita que o espaço conquistado por Lula no cenário mundial o qualifica ainda mais para a condução do país e a liderar a atração de mais investimentos estrangeiros. Como exemplo dessa representação, Rui citou a repercussão do discurso do presidente Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nesta terça-feira (22), em Nova York.
Segundo Rui, Lula consegue ocupar espaço de destaque no cenário internacional mesmo sem representar uma potência militar nuclear. “Na ONU, os países prestam atenção para quem tem bomba atômica, para quem tem bomba nuclear, porque pode destruir os outros países. Quem não tem, ninguém dá muita atenção. E o único que faz a ONU ficar de pé e aplaudir, e que não tem bomba atômica, é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu o candidato que disputa, ao lado de Jaques Wagner, as vagas da Bahia no Senado, com os números 133 e 130, respectivamente.
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