

A Polícia Federal (PF) apontou que ACM Neto (União) teria envolvimento com uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos em diferentes municípios pelo país investigada na Operação Overclean. Segundo o jornal Valor Econômico, as informações constam na decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a 10ª fase da Overclean, deflagrada na semana passada para investigar a atuação do grupo de Moura em contratos na área de educação em Belo Horizonte.
Segundo a decisão, ACM Neto teria conversado 232 vezes por chamada de WhatsApp entre agosto e dezembro de 2024 com um dos principais empresários investigados no esquema de fraudes, José Marcos de Moura. Para a PF, o político, que atualmente é candidato a governador na Bahia, estaria acima de José Marcos de Moura, empresário conhecido como “Rei do Lixo” por ter empresas na área de limpeza urbana. Moura foi indiciado por corrupção, fraude a licitação e desvio de dinheiro.
Dentre os episódios que a PF lista envolvendo ACM Neto estão um diálogo de WhatsApp de Marcos Moura com então prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), afirmando que precisaria consultar o político baiano sobre indicações para secretarias na prefeitura da capital mineira em 2024.
Apesar dos elementos apontados pela PF, que chegou a pedir buscas contra ACM Neto, o ministro entendeu que as suspeitas apontavam apenas para uma atuação política de ACM Neto e não eram suficientes para justificar buscas contra ele.
Deflagrada na semana passada, a 10ª fase da Overclean mirou suspeitas de fraudes em contratos de mais de R$ 80 milhões na secretaria de Educação de Belo Horizonte. Ao todo, a PF cumpriu 24 mandados de buscas, incluindo nos endereços de José Marcos de Moura, que já foi indiciado em fases anteriores da Overclean por corrupção, fraude a licitação e desvio de dinheiro envolvendo contratos em prefeituras na Bahia.
Para a imprensa, a assessoria de ACM Neto divulgou a mesma nota enviada na semana passada, em que afirma haver uma tentativa de interferir no processo eleitoral. “Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”, diz a nota.
Com informações da Valor Econômico*
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