

Os efeitos das mudanças climáticas já fazem parte do cotidiano das cidades brasileiras. Secas, enchentes, ondas de calor, incêndios e dificuldades na gestão dos recursos hídricos têm colocado municípios de diferentes regiões do país diante do desafio de se preparar para eventos cada vez mais extremos.
Para Djalma Nery (PSOL), vereador de São Carlos (SP) e primeiro suplente de Marina Silva (Rede) na disputa pelo Senado por São Paulo, enfrentar esse cenário exige aproximar a política ambiental nacional da realidade vivida nos municípios.
“A crise climática deixou de ser uma discussão sobre o futuro. Ela já está nas cidades, quando falta água, quando uma chuva extrema provoca alagamentos, quando enfrentamos períodos prolongados de calor ou quando a população mais vulnerável é a primeira a sentir esses impactos. Por isso, precisamos fortalecer os municípios para que eles tenham recursos, planejamento e capacidade de adaptação”, declarou.
Professor da rede pública e cientista social, Djalma é mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ecologia Aplicada do CENA/USP-ESALQ e construiu parte de sua trajetória profissional e política ligada à educação ambiental, agroecologia, permacultura e desenvolvimento sustentável.
Para ele, o debate ambiental precisa estar associado também a temas como qualidade de vida, saúde pública, produção de alimentos, gestão da água, planejamento urbano e redução das desigualdades.
A preocupação ocorre em um momento em que o Brasil amplia as estratégias de preparação e adaptação às mudanças do clima. O Plano Clima 2024-2035, principal instrumento de planejamento climático do país, estabelece diretrizes para redução das emissões de gases de efeito estufa e adaptação aos impactos das mudanças climáticas.
O desafio tem dimensões diferentes em cada região. Enchentes, secas, ondas de calor, incêndios florestais e outros eventos extremos afetam cidades, áreas rurais, sistemas de saúde, produção agrícola e abastecimento de água.
Djalma defende que as respostas a esses problemas considerem as particularidades de cada território e tenham participação dos municípios e da população na formulação das políticas públicas.
“Não existe uma única realidade ambiental no Brasil. Os desafios enfrentados na Amazônia são diferentes daqueles do semiárido, do litoral ou das cidades do interior de São Paulo. Uma política nacional precisa reconhecer essas diferenças e, principalmente, ser construída ouvindo quem vive nos territórios. É no município que as consequências das mudanças climáticas aparecem de forma concreta na vida das pessoas”, afirmou.
A atuação de Djalma Nery na área ambiental antecede sua chegada à política institucional. Em 2012, participou da criação da Associação Veracidade, em São Carlos (SP), iniciativa voltada à permacultura, agroecologia, educação ambiental e economia solidária.
Em 2017, publicou de forma independente o livro Uma alternativa para a sociedade: caminhos e perspectivas da permacultura no Brasil, resultado de sua experiência e pesquisa sobre o tema.
A pauta ambiental também ocupa espaço relevante em sua atuação na Câmara Municipal de São Carlos. Ao longo dos dois mandatos, Djalma apresentou 24 projetos de lei relacionados ao meio ambiente, dos quais 17 foram aprovados. Atualmente, preside a Comissão de Meio Ambiente e Proteção Animal da Câmara, onde atua em discussões sobre políticas ambientais e proteção dos recursos naturais no município.
Djalma foi o vereador mais votado de São Carlos nas eleições municipais de 2020 e voltou a ocupar a primeira posição em número de votos em 2024.
Em 2026, foi escolhido como primeiro suplente de Marina Silva na candidatura ao Senado por São Paulo. A composição reúne a trajetória nacional de Marina na área ambiental à experiência de Djalma com políticas socioambientais desenvolvidas a partir da realidade municipal.