

Uma árvore pode dar origem a produtos tão diversos e presentes no dia a dia das pessoas, como papel, embalagens, tecidos à base de celulose e aplicações utilizadas pelas indústrias farmacêutica e alimentícia. Mas sua contribuição vai além dos produtos. Em uma paisagem florestal, diferentes tipos de árvores e formações vegetais desempenham funções complementares e contribuem para a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a regulação do clima e a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais, gerando benefícios para as comunidades e os territórios onde estão inseridos. É com essa visão integrada que a Bracell desenvolve o modelo de manejo florestal aplicado na Bahia, São Paulo e Mato Grosso.
Para isso, a companhia combina áreas de cultivo sustentável de eucalipto com vegetação nativa, formando mosaicos florestais que conciliam produção de matéria-prima renovável e conservação ambiental de biomas de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Nesse modelo, produção e conservação fazem parte de uma mesma lógica. Enquanto as florestas plantadas fornecem matéria-prima renovável para diferentes aplicações da celulose, as áreas nativas contribuem para a conservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos serviços ecossistêmicos, além da manutenção das paisagens naturais.
“Essa técnica usada pela Bracell é muito importante, porque os mosaicos florestais são formados por áreas de plantio de eucalipto intercaladas com remanescentes de vegetação nativa, muitas vezes interligados, que formam corredores biológicos. Essa configuração contribui para a conservação da fauna e da flora silvestres e para a proteção de nascentes, rios e riachos. Aqui na Bahia, essa proteção ocorre em dois biomas importantes, Mata Atlântica e Caatinga”, afirma Meryellen Baldim, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell Bahia.
Essa integração ganhou maior força por meio do Compromisso Um-Para-Um, iniciativa pioneira no setor lançada em 2022 e que estabelece que, para cada hectare de eucalipto plantado, a Bracell se compromete a apoiar um hectare de áreas de conservação. Em 2025, a companhia apoiou a conservação de 301 mil hectares de matas nativas nos estados da Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, superando a meta estabelecida para o período e reforçando que crescimento econômico e conservação ambiental podem e devem caminhar juntos.
Um dos exemplos desse compromisso na Bahia é a parceria com o governo estadual, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para a conservação do Parque Metropolitano de Pituaçu, que é uma das áreas remanescentes de Mata Atlântica em Salvador. Além disso, a Bracell possui no estado quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) reconhecidas, somando mais de 5 mil hectares de áreas protegidas. Dentre elas, a RPPN Lontra, no Litoral Norte, com 1.377 hectares, que abriga espécies raras e ameaçadas de extinção. A área recebeu o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da Unesco.
A contribuição das florestas também se reflete na agenda climática. No ano passado, as florestas plantadas da Bracell removeram 1,8 milhão de toneladas de CO₂e e as florestas nativas preservadas, 1,6 milhão, totalizando 3,4 milhões de toneladas de CO₂e removidas da atmosfera.
Ciência e tecnologia para mensurar o impacto das florestas
Compreender as múltiplas contribuições das árvores também exige mensuração e conhecimento científico. Por isso, a Bracell investe em pesquisa e monitoramento para ampliar a compreensão sobre o funcionamento dos ecossistemas e os benefícios socioambientais associados às paisagens florestais.
A companhia opera quatro torres de fluxo instaladas em áreas de florestas plantadas e vegetação nativa na Bahia e em São Paulo. As estruturas monitoram as trocas de carbono e vapor d’água entre a vegetação e a atmosfera, gerando informações que apoiam o manejo, o planejamento florestal e os estudos sobre a dinâmica dos ecossistemas e sua contribuição para a regulação climática.
Em 2025, a companhia passou também a participar do programa-piloto de métricas sobre o estado da natureza da Nature Positive Initiative (NPI), sendo uma das três organizações brasileiras a integrar a iniciativa global. O programa avalia indicadores relacionados aos ecossistemas, habitats naturais, condição das paisagens e risco de extinção de espécies, contribuindo para o desenvolvimento e a harmonização de métricas voltadas à mensuração do estado da natureza.
Mais do que fornecer matéria-prima renovável para diferentes setores da economia, as árvores desempenham funções essenciais para o equilíbrio ambiental e para o desenvolvimento da bioeconomia. Em conjunto, florestas plantadas e vegetação nativa contribuem para a produção sustentável, a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a regulação do clima e a geração de valor para a sociedade.
“O monitoramento dos ecossistemas, combinado à atividade florestal sustentável, nos permite gerar conhecimento, aprimorar o manejo e tomar decisões cada vez mais responsáveis e que contribuem para a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos e a regulação do clima. Isso norteia o trabalho da empresa, porque acreditamos que todas as ações que desenvolvemos devem ser boas para a comunidade, boas para o país, boas para o clima e boas para os clientes, e só então serão boas para a empresa ”, conclui Meryellen Baldim.
Fotos: Acervo Bracell



