

As taxas do Tesouro Direto caem nesta segunda-feira (21), pelo quarto pregão seguido de queda, em dia de alívio nos preços do petróleo e de repercussão de nova pesquisa eleitoral no Brasil. O Tesouro Prefixado 2032 recuou de 14,18% no fechamento de sexta-feira para 14,10% nesta manhã. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,23% para 14,15%, e o Prefixado 2029 foi de 13,85% para 13,79%. Nos títulos de inflação, o IPCA+ 2050 teve a maior queda, de 7,19% para 7,17%. O IPCA+ 2032 recuou de 7,60% para 7,57%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 caiu de 7,20% para 7,18%.
No exterior, os preços do petróleo recuam depois que dados da consultoria Kpler mostraram que as exportações sauditas voltaram a superar 4 milhões de barris por dia em setembro, recuperação em relação aos 2,4 milhões de bpd registrados em agosto, o menor nível desde pelo menos 2013. As ações globais sobem nesta segunda, puxadas pelo setor de tecnologia, beneficiado pela expansão da demanda por inteligência artificial.
No Brasil, o relatório Focus do Banco Central mostrou mais uma revisão para baixo na expectativa para a Selic, para 13,50% em 2026 – projetando, portanto, mais um corte de juros ainda este ano. No plano eleitoral, a pesquisa Nexus divulgada nesta manhã mostrou manutenção do quadro de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, com o petista à frente por um ponto percentual. Uma nova pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral também tem divulgação prevista para esta segunda-feira.
O movimento desta segunda dá sequência à trajetória de alívio que já se estende desde a semana passada, quando o Federal Reserve elevou os juros americanos pela primeira vez em três anos, mas os rendimentos dos Treasuries recuaram nos dias seguintes à decisão.(Infomoney)