quinta, 17 de setembro de 2026
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PUXADO PELA SOJA, VALOR DA AGRICULTURA BAIANA CRESCE 16,9% ENTRE 2024 E 2025, DIZ IBGE

João - 17/09/2026 11:33

Entre 2024 e 2025, o valor da produção agrícola baiana registrou o segundo crescimento nominal consecutivo, de 16,9%, passando de R$ 47,4 bilhões para R$ 55,5 bilhões (mais R$ 8,0 bilhões) e chegando a um novo recorde nos últimos 31 anos, desde o início de vigência do Real, em 1994.

A alta apresentada na Bahia acompanhou o movimento nacional. Em 2025, o Brasil voltou a apresentar crescimento no valor de produção agrícola (+18,4%), após dois anos seguidos em queda, passando de R$ 783,2 bilhões para o recorde de R$ 927,2 bilhões (mais R$ 144,0 bilhões). Houve aumentos em 25 dos 27 estados.

O crescimento absoluto do valor gerado pela agricultura na Bahia, frente a 2024, foi o 7º maior do país. Mato Grosso (mais R$ 44,9 bilhões), Minas Gerais (mais R$ 22,8 bilhões) e Paraná (mais R$ 15,7 bilhões) tiveram os maiores aumentos. Por outro lado, Rio Grande do Sul (menos R$ 4,5 bilhões) e Pernambuco (menos R$ 154,9 milhões) foram os únicos estados com queda, entre 2024 e 2025.

Nesse período, a Bahia sustentou o 7º maior valor agrícola do país. A participação do estado, porém, teve uma leve redução, de 6,1%, em 2024, para 6,0% em 2025.

Os três estados com os maiores valores de produção no país seguiram os mesmos, entre 2024 e 2025: Mato Grosso (R$ 165,6 bilhões, 17,9% do total), São Paulo (R$ 124,0 bilhões, 13,4%) e Minas Gerais (R$ 109,4 bilhões, 11,8%).

A pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, investiga 71 produtos em todos os municípios do país. Desses, 56 são cultivados na Bahia, dos quais 30 viram seu valor crescer entre 2024 e 2025, 1 teve estabilidade, 14 apresentaram quedas no valor e 11 começaram a ser investigados em 2025.

Os maiores aumentos no valor de produção, em termos absolutos, vieram da soja (mais R$ 2,1 bilhões ou +14,7%), do café canephora (mais R$ 1,9 bilhão ou +85,0%, maior crescimento em termos percentuais) e do algodão herbáceo (mais R$ 1,4 bilhão ou +21,9%). Por outro lado, os recuos mais expressivos vieram do cacau (menos R$ 721,0 milhões ou -11,1%), da manga (menos R$ 600,7 milhões ou -29,4%) e da uva (menos R$ 415,8 milhões ou – 44,0%, maior queda percentual).

Imagem de Charles Echer por Pixabay

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