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VEJA 5 DICAS PARA CRIAR UM LINKEDIN QUE CHAMA A ATENÇÃO DOS RECRUTADORES

João - 17/09/2026 07:20

Ter pouca ou nenhuma experiência profissional não significa que seja cedo demais para entrar no LinkedIn. No Brasil, a rede já ultrapassou a marca de 100 milhões de perfis e se tornou o terceiro maior mercado da plataforma no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. A presença da Geração Z também vem ganhando espaço, reforçando o uso da ferramenta por quem ainda está construindo os primeiros passos da carreira.

Para quem busca uma vaga de estágio, Jovem Aprendiz ou a primeira oportunidade de emprego, porém, surge uma dúvida comum: o que colocar no perfil quando ainda não há grandes conquistas profissionais para apresentar? De acordo com Jéssica Gondim, gerente de gestão de contratos da Companhia de Estágios, a resposta está em mostrar aquilo que o candidato já faz, aprende e desenvolve fora do ambiente formal de trabalho.

(Imagem: Diego Thomazini | Shutterstock) por

“Há cinco ou seis anos ainda existia a ideia de que estagiário não precisava estar no LinkedIn, que era coisa para cargos mais altos. Isso foi se quebrando aos poucos. Hoje vemos aprendizes superengajados na plataforma, postando os projetos que fazem, as aulas, a rotina. Eles entenderam o quanto a visibilidade profissional desde o início pode fazer diferença”, afirma.

O que colocar no perfil quando ainda não há experiência

Segundo Jéssica, o LinkedIn pode funcionar como uma vitrine da trajetória acadêmica e profissional, mesmo quando o candidato ainda não teve um emprego formal. Projetos da faculdade, participação em empresa júnior ou atlética, voluntariado, organização de eventos e até pequenos negócios podem ajudar a demonstrar habilidades desenvolvidas ao longo do caminho.

Uma pessoa que organizou uma festa junina, por exemplo, pode ter desenvolvido capacidade de planejamento, organização e trabalho em equipe. Da mesma forma, quem vende doces pelas redes sociais pode ter adquirido experiência com atendimento ao cliente, divulgação, vendas e controle financeiro. “São vivências que proporcionam o desenvolvimento de comportamentos e habilidades que vão contribuir para a entrada no mercado de trabalho”, explica.

Outro cuidado importante é não deixar a experiência descrita de forma genérica. Em vez de informar apenas o cargo e o nome da empresa, a especialista recomenda detalhar as atividades realizadas. Isso pode ajudar o perfil a aparecer nas buscas feitas por recrutadores, que utilizam palavras-chave relacionadas às competências e funções procuradas.

“Tem pessoas que colocam só o cargo e a empresa: ‘sou estagiária na Companhia de Estágios’. Eu sempre dou a dica: coloquem as atividades que vocês exercem, porque isso ajuda o seu perfil a ser visualizado pelos recrutadores por meio das palavras-chave”, afirma.

5 dicas para fortalecer o LinkedIn no início da carreira

  1. Mostre o que você já fez

Cursos complementares, como Excel e idiomas, participação em empresa júnior, trabalhos acadêmicos, apresentações e projetos podem ajudar a construir uma narrativa profissional. Certificados obtidos em cursos gratuitos também podem ser adicionados ao perfil, enquanto portfólios produzidos no Canva ou no Figma e links para trabalhos práticos ajudam a apresentar melhor as habilidades do candidato.

A ideia, segundo Jéssica, é permitir que o recrutador enxergue não apenas onde o jovem estuda, mas o que ele já realizou, quais competências desenvolveu e em que áreas pretende construir a carreira. Mesmo atividades realizadas antes do primeiro emprego podem contribuir para essa apresentação.

  1. Mantenha currículo e LinkedIn alinhados

As informações do currículo e do perfil na plataforma precisam contar a mesma história. Se uma experiência profissional aparece em um documento e não no outro, pode haver uma inconsistência que chame a atenção durante um processo seletivo.

“Se no currículo está que você é estagiário numa determinada empresa e no LinkedIn não aparece essa experiência, fica desconexo. Tem recrutador que confere justamente isso: se a pessoa realmente está com discurso alinhado”, alerta a especialista. A recomendação vale também para cursos, projetos e mudanças na área de interesse.

  1. Não deixe o perfil incompleto

Um perfil criado apenas para se candidatar a uma vaga, com nome incompleto, sem foto e sem informações sobre formação, oferece poucas pistas sobre o candidato. Para quem está começando, Jéssica recomenda reservar algum tempo para preencher as informações básicas e explicar, ainda que brevemente, quem é, o que estuda e quais áreas despertam seu interesse.

O próprio título do perfil pode ser usado para facilitar essa identificação. Em vez de escrever somente “Estudante de Administração”, por exemplo, o candidato pode informar “Estudante de Administração | Interesse em Recursos Humanos e Gestão | Buscando oportunidade de estágio”. A descrição fica mais específica sem precisar recorrer a uma lista exagerada de palavras-chave.

  1. Esteja ativo sem precisar virar produtor de conteúdo

Manter presença no LinkedIn não significa necessariamente publicar textos todos os dias. Curtir publicações, comentar conteúdos da área, parabenizar profissionais por promoções e acompanhar empresas também são formas de interação.

“Você não precisa criar conteúdo para estar ativo na rede”, explica Jéssica. Para quem ainda está construindo experiência, esse comportamento pode ajudar a acompanhar discussões relacionadas à carreira e manter o perfil conectado ao ambiente profissional.

  1. Use o LinkedIn para entender o mercado

Seguir empresas nas quais o candidato gostaria de trabalhar pode ser uma estratégia para descobrir padrões de contratação e acompanhar oportunidades. Um programa de estágio que costuma abrir inscrições em determinada época do ano, por exemplo, pode dar ao estudante tempo para se preparar e buscar conhecimentos exigidos com antecedência.

Também vale acompanhar recrutadores e profissionais que atuam na área de interesse. A especialista, porém, recomenda cautela na hora de abordar alguém por mensagem. Para tirar dúvidas sobre uma vaga ou sobre a rotina profissional, pode ser mais adequado procurar estagiários, assistentes ou recrutadores, que tendem a estar mais próximos desse tipo de processo.

Outro recurso pouco explorado, segundo Jéssica, é ativar notificações para vagas de empresas específicas. Assim, quem já tem organizações-alvo pode acompanhar novas oportunidades sem depender apenas de buscas ocasionais.

Ter um perfil pode fazer diferença antes mesmo do primeiro emprego

Para Jéssica, criar o perfil ainda no início da trajetória profissional demonstra que o jovem está acompanhando o mercado e buscando construir sua carreira. “É mais uma informação para o recrutador conhecer o candidato. É uma iniciativa que deixa claro que a pessoa está se movimentando, buscando informações, novas conexões e tentando se destacar no mercado”, afirma.

Por isso, não é necessário esperar o primeiro emprego para criar um LinkedIn. Cursos, projetos acadêmicos, voluntariado, trabalhos práticos e interesses profissionais já podem formar a base de um perfil de início de carreira — desde que essas experiências sejam descritas de maneira clara e estejam alinhadas ao caminho que o candidato pretende seguir.

(Imagem: Alex Photo Stock | Shutterstock)

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