

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira (11). A paralisação foi aprovada durante assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10), segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
De acordo com a entidade, sindicatos de diferentes regiões do país aprovaram a paralisação após o encerramento das negociações da campanha salarial sem um acordo entre os trabalhadores e a empresa.
A principal divergência está relacionada ao plano de saúde dos funcionários. A federação afirma que a direção dos Correios pretende promover mudanças no benefício, considerado um dos principais pontos de preocupação da categoria.
Segundo a Findect, a decisão pela greve ocorreu depois de diversas rodadas de negociação e tentativas de mediação realizadas no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A entidade afirma que os trabalhadores buscavam uma solução negociada, mas não houve consenso sobre as reivindicações.
Na Paraíba, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, informou que, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos permanecem funcionando.
Ainda não há confirmação sobre como os serviços administrativos estão operando em todas as demais regiões do país.
A paralisação reúne sindicatos de praticamente todas as unidades da Federação. Entre as entidades que aprovaram a greve estão representantes de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
Também aderiram sindicatos e entidades que representam trabalhadores de regiões específicas, como Bauru, Santos e outras localidades.
No Acre, a assembleia estava prevista para esta sexta-feira (11), portanto a situação local ainda dependia da decisão da categoria.
A greve ocorre em meio a um cenário de impasse nas negociações trabalhistas e deverá afetar principalmente as atividades operacionais dos Correios. A duração da paralisação dependerá do avanço das negociações entre a empresa e os representantes dos trabalhadores.
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