

A Bahia apresentou seu potencial mineral a investidores chineses durante o 2º Fórum Brasil-China de Investimento em Mineração, realizado nesta terça-feira (8), em Pequim. O encontro reuniu autoridades e representantes dos setores de mineração dos dois países para discutir oportunidades de negócios e cooperação.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) representou o estado no evento. O presidente da companhia, Henrique Carballal, e o vice-presidente, Carlos Borel, integram a delegação brasileira da Missão Internacional Brasil-China 2026, organizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
Durante o fórum, Carballal apresentou projetos e áreas com potencial para exploração de minerais considerados estratégicos, como terras raras, níquel, vanádio, grafita, cobre, cobalto, fosfato e sílica de alta pureza.
Bahia entre os maiores produtores
De acordo com dados apresentados pela CBPM, a Bahia concentra 47 das 93 substâncias minerais produzidas no Brasil e ocupa a terceira posição entre os maiores produtores minerais do país. Mais de 200 municípios baianos possuem atividades relacionadas à mineração.
O estado também está entre os líderes nacionais na produção de 18 substâncias. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), estão previstos mais de R$ 56 bilhões em investimentos em mineração e logística na Bahia entre 2026 e 2030.
Entre os principais destaques estão o vanádio, o urânio e o níquel sulfetado. Segundo a CBPM, a Bahia é a única produtora de vanádio da América Latina, concentra a única produção de urânio do Brasil e possui a única produção de níquel sulfetado a céu aberto da América Latina.
Busca por investimentos
Além da exploração mineral, a CBPM pretende atrair investimentos para ampliar a pesquisa e desenvolver etapas de processamento dentro da própria Bahia.
A estratégia busca aumentar o valor agregado dos minerais produzidos no estado, com investimentos em tecnologia, processamento e industrialização.
“A Bahia é uma potência mineral e está pronta para ampliar sua presença no cenário global como um polo de oportunidades, inovação e investimentos”, afirmou Carballal.
Segundo o presidente da CBPM, a aproximação com investidores chineses também pode ajudar na implantação de projetos de verticalização da cadeia produtiva.
“Queremos atrair investimentos, tecnologia e parceiros que, de fato, contribuam para a ampliação da pesquisa mineral, a implantação de novos projetos e a verticalização da cadeia produtiva, com processamento e industrialização em território baiano”, disse.
A China é considerada pela companhia um parceiro estratégico nas áreas de tecnologia, energia e mineração. A expectativa é ampliar a cooperação e atrair novos investimentos para projetos minerais no estado.
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