

Segundo dados coletados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro (PL) lidera, até o momento, a arrecadação de doações eleitorais entre os candidatos à Presidência da República, com R$ 44,4 milhões captados. Desse total, R$ 42,9 milhões foram repassados pelo Partido Liberal (PL), que possui o maior fundo eleitoral entre as legendas neste ano.
Na segunda colocação aparece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com R$ 35,9 milhões arrecadados. Desse montante, R$ 35,1 milhões foram destinados pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Ronaldo Caiado (PSD) ocupa a terceira posição, com R$ 6,6 milhões em recursos recebidos. Do total, R$ 4,1 milhões vieram do Partido Social Democrático (PSD). Romeu Zema (Novo) aparece em seguida, com R$ 3,9 milhões arrecadados, sendo R$ 3,6 milhões provenientes do Partido Novo.
Na quinta colocação está Renan Santos (Missão), com R$ 1,3 milhão em doações. A maior parte dos recursos foi obtida por meio de financiamento coletivo, responsável por R$ 1,22 milhão do total arrecadado pelo candidato.
Augusto Cury (Avante), por sua vez, apresenta a menor arrecadação entre os principais presidenciáveis considerados nas pesquisas, com R$ 317 mil. Desse valor, R$ 250 mil foram aportados pelo próprio candidato e outros R$ 50 mil vieram do partido.
As informações foram coletadas nesta quarta-feira (9) no sistema Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, do TSE. Os dados são atualizados de hora em hora e reúnem informações sobre os candidatos que solicitaram registro à Justiça Eleitoral, além dos dados referentes às respectivas contas eleitorais. A arrecadação de recursos pode ocorrer até o dia da eleição, marcada para 4 de outubro.
Segundo o TSE, os valores arrecadados podem ser utilizados para custear despesas de campanha. A legislação eleitoral, no entanto, proíbe que candidatos e partidos recebam doações de empresas, de origem estrangeira ou de pessoas físicas que estejam licenciadas do serviço público.
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