

Fazer tudo e não sentir nada. Dar conta da casa, do trabalho, dos filhos, das relações, e, ainda assim, ter a sensação de que alguma coisa essencial ficou para trás. É o retrato de uma exaustão que vai além do cansaço físico: um estado que aparece no corpo, no humor, na energia e na forma como a mulher se relaciona com o mundo ao seu redor.
Estar nesse estado não é só estar cansada. Sensação de estagnação, ausência de planos de médio e longo prazo, baixa disposição, falta de propósito, queda de autoestima, uma rotina previsível, repetitiva, sem espaço para nada fora da zona de conforto, são sinais que costumam passar despercebidos por muitas delas. É um tipo de esgotamento que não paralisa, mas desliga silenciosamente a capacidade de sentir. A mulher continua dando conta de tudo, só que desconectada de si mesma.
Parte da explicação está na rotina em si: segundo o IBGE, mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais que homens a afazeres domésticos e cuidado de pessoas. Esse acúmulo ajuda a entender por que cresce, no país, a busca por terapias integrativas: as Práticas Integrativas e Complementares somaram 7,16 milhões de atendimentos pelo SUS em 2024, alta de 70% em dois anos, e o Global Wellness Summit apontou, em 2026, a saúde da mulher como eixo estruturante do bem-estar global. Levantamento da consultoria Deloitte, por sua vez, mostrou que uma em cada quatro mulheres relatou esgotamento profissional em 2024.
“Eu já acordo cansada e indisposta, como se tivesse corrido uma maratona”, conta a jornalista Mara Rocha, 44 anos, que concilia a rotina de trabalho com os cuidados da casa e do filho, atravessando um período biológico em que o corpo naturalmente apresenta mais cansaço. “Antes de começar a atividade física e o uso de óleos essenciais, era pior, pois demorava a dormir e passava a noite acordando o tempo inteiro, com um sono leve sem explicação”, comenta Mara.
De acordo com a terapeuta integrativa Ayeska Azevedo, fundadora da Ayê Terapias do Feminino, esse cenário é muito comum na atualidade. “A maioria das mulheres que atendo tem mais de 40 anos, uma vida que funciona – trabalho, família, relações -, mas sente que algo essencial está apagado. São mulheres que sentem no corpo: cansaço que não passa com descanso, libido que foi embora”, descreve.
Um processo, não uma fuga
Para Ayeska, essa desconexão raramente se resolve tratando um sintoma isolado, e dificilmente acontece de uma vez. Com a aplicação de práticas integrativas, é possível trabalhar o corpo, as emoções, a energia e a história de cada mulher em conjunto, entendendo a exaustão como resultado de vários fatores que se acumulam ao longo do tempo, não como um problema isolado a ser resolvido com uma solução única.
“O que busco em cada sessão é que a mulher saia com uma percepção de si mesma que não tinha antes de entrar. Isso pode ser sutil, pode ser profundo, pode ser desconfortável”, afirma. Mesmo assim, para a terapeuta, esse tipo de percepção já representa uma transformação.
“Ainda estou passando por essa fase, mas já entendi que fico melhor quando pratico atividade física e mantenho uma alimentação balanceada. Também adotei como aliados os óleos essenciais de lavanda antes de dormir, e os de hortelã-pimenta e limão-siciliano para combater a indisposição. Com certeza o apoio especializado foi fundamental para que eu encontrasse um caminho saudável nessa fase”, relata Mara Rocha.
Caminho para a reconexão
Para ajudar mulheres 40+ a lidar com essa vida no automático, Ayeska Azevedo fundou o Clã das Magnéticas, um grupo terapêutico intimista para a mulher contemporânea que deseja transformar a exaustão em vitalidade e voltar a sentir o prazer de viver.
O Clã está com lista de espera aberta para outubro, com a proposta de ajudar a mulher a transformar o seu dia a dia em um caminho de reconexão consigo mesma.
Serviço
Clã das Magnéticas: grupo terapêutico para mulheres, com lista de espera aberta para outubro
Informações e agendamento: (71) 99737-4285 | @ayeska.azevedo
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