

O Brasil avança na estruturação de uma indústria de hidrogênio de baixa emissão de carbono apoiada por incentivos, pesquisa e novas regras de certificação. Segundo o Ministério da Fazenda, o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono prevê R$ 18,3 bilhões em créditos fiscais entre 2028 e 2032.
Em julho, a pasta e o Banco Mundial avançaram no desenho dos leilões que definirão a distribuição dos recursos. Um mês antes, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou um centro de competência de R$ 60 milhões para desenvolver tecnologias e qualificar profissionais.
A unidade reunirá universidades, empresas e laboratórios em pesquisas sobre produção, armazenamento, transporte, segurança e aplicações industriais. A nova cadeia deve envolver engenheiros, químicos, técnicos, pesquisadores, profissionais de logística e especialistas em regulação.
O caráter internacional está previsto no próprio marco legal do setor, que determina a interoperabilidade e a harmonização da certificação brasileira com padrões adotados em outros países. Na prática, isso amplia a necessidade de compreender especificações, protocolos e estudos técnicos em inglês, além de participar de reuniões com fornecedores, investidores e parceiros estrangeiros.
Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, o idioma entra nessa cadeia de forma prática. “Quem trabalha com hidrogênio pode precisar apresentar um projeto a um parceiro estrangeiro, explicar um procedimento de segurança, compreender requisitos de certificação ou acompanhar uma capacitação internacional. Aprender inglês amplia a capacidade de participar dessas etapas, e não apenas de traduzir termos técnicos”, afirma.
Expressões como electrolyzer, fuel cell, storage, low-carbon hydrogen, green ammonia e certification aparecem em pesquisas, equipamentos e projetos relacionados ao setor. Mais do que memorizar esse vocabulário, os profissionais precisarão interpretar informações, formular perguntas, apresentar resultados e explicar processos com precisão, principalmente em atividades conectadas a equipes e instituições de outros países.
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